Bebê declarado morto é encontrado vivo no necrotério no Arizona
Vincent, de 18 meses, passou cerca de cinco horas no necrotério após afogamento e segue com lesões neurológicas graves.

Bebê declarado morto após um afogamento foi encontrado vivo no necrotério cerca de cinco horas depois, no Arizona, nos Estados Unidos. O caso envolve Vincent, de 18 meses, e voltou a repercutir após a mãe, Alexus Fiordilino, relatar o episódio em entrevista na quarta-feira (21).
O menino foi encontrado inconsciente na piscina da casa da família e levado ao Centro Médico Mercy Gilbert, em Gilbert. Segundo a mãe, no momento da despedida, ela ainda acreditou que o filho respirava. Porém, o médico responsável, Aryan Toosi, teria dito que os movimentos eram apenas os últimos suspiros da criança.
“Como mãe, você não quer ouvir isso. Eu não queria que ele sofresse. Parecia que tinham feito tudo o que podiam”, contou Alexus.
Declaração de óbito e descoberta
O médico declarou a morte de Vincent às 18h20, no horário local, naquele domingo do Super Bowl. Depois disso, a mãe e o marido, Angelo, prestavam depoimento às autoridades quando um detetive informou a descoberta.
Um funcionário do Instituto Médico Legal do Condado de Maricopa, que buscou o corpo no hospital, percebeu que Vincent ainda apresentava sinais de vida. Ao saber disso, a família reagiu com alívio, segundo a mãe.
“Meu marido e eu gritamos de alívio. Louvamos ao Senhor. Choramos. Passar de ouvir que ele tinha morrido para descobrir que não tinha é uma sensação inexplicável”, relatou.
Alexus também questiona o tempo em que o filho ficou sem atendimento. Bebê declarado morto, ele permaneceu por horas sem suporte médico, na avaliação da mãe. “Ele ficou sozinho durante cinco horas e meia. Como alguém pode fazer isso com um bebê?”, disse.
Estado de saúde e investigação
Vincent sobreviveu, mas sofreu uma lesão cerebral grave e permanente, conforme informações divulgadas pelos advogados da família. O menino recebeu alta em abril, mas ainda enfrenta comprometimentos neurológicos significativos.
De acordo com os representantes legais, a criança não anda sozinha e ainda não recuperou a fala. A família sustenta que o período no necrotério agravou as lesões e pode ter provocado danos ainda maiores do que o próprio afogamento.
Os pais pretendem entrar com uma ação judicial contra os responsáveis pelo atendimento médico. Em comunicado, um advogado de Aryan Toosi disse que o médico lamenta a situação e deseja a recuperação de Vincent.
A Dignity Health, responsável pelo hospital, também comentou o caso. A empresa afirmou que a situação é comovente, mas disse que não pode divulgar detalhes por privacidade dos pacientes.
A polícia de Gilbert informou que a investigação não encontrou indícios de crime entre os profissionais de saúde. Por isso, nenhuma acusação criminal foi apresentada contra os funcionários do hospital. O caso, porém, segue para análise da Procuradoria-Geral.
Inicialmente, as autoridades também recomendaram acusar os pais por maus-tratos infantis, por causa da suposta negligência no afogamento. Contudo, a Procuradoria do Condado de Maricopa decidiu não apresentar denúncia.
Segundo os promotores, a casa tinha várias travas de segurança para crianças. Além disso, havia outros adultos no local, e todos pensavam que outra pessoa vigiava Vincent.
A investigação também não encontrou provas de que os pais não tinham condições de cuidar da criança. Ainda assim, ambos admitiram consumo de maconha naquela manhã.



