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Amanda Marinho morre em lua de mel em Portugal após alergia

Enfermeira de Ceilândia sofreu reação após comer frutos do mar em Leiria e não resistiu em Coimbra.

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Amanda Marinho morre em lua de mel em Portugal após alergia
Foto: Reprodução

A morte de Amanda Marinho, enfermeira brasileira de 29 anos, ocorreu na quarta-feira, 21, durante a lua de mel em Portugal. Moradora de Ceilândia, no Distrito Federal, ela teve uma reação alérgica após comer frutos do mar em um restaurante de Leiria.

A família informou que Amanda tinha alergia a frutos do mar. Depois do almoço, ela e o marido saíram para passear pela cidade, mas os sintomas apareceram cerca de duas horas mais tarde. A situação evoluiu para dificuldade respiratória e parada cardiorrespiratória.

Atendimento e transferência

Tiago Nascimento, marido da enfermeira, relatou que os primeiros sinais surgiram durante um passeio por pontos turísticos.

“Ela comeu um pouco e depois fomos passear pela cidade, visitamos uma livraria. Duas horas depois, ela teve uma reação alérgica”, disse.

Segundo ele, Amanda recebeu atendimento de emergência em Leiria. Como o quadro era grave, a equipe a transferiu para o Hospital Universitário de Coimbra. Ainda assim, ela não resistiu.

“A ambulância chegou e fez os primeiros socorros, mas, naquela unidade, não havia o suporte necessário. Ela precisou ser transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, um pouco mais distante, e, infelizmente, não resistiu”, contou Tiago.

De acordo com familiares, Amanda acreditava ter consumido peixe na refeição. No entanto, as circunstâncias exatas da exposição ainda não foram esclarecidas publicamente. O casal havia se casado em 10 de outubro e estava junto havia 11 dias como marido e mulher.

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Trajetória e homenagens

Amanda trabalhava na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Mantevida, em Taguatinga, no Distrito Federal. Ela atuava na unidade desde maio de 2025, segundo a instituição.

Colegas e familiares a descrevem como uma profissional dedicada, religiosa e apaixonada pela enfermagem. Em nota, o Grupo Mantevida afirmou que ela cuidava de pacientes e familiares nos momentos mais delicados.

“Amanda dedicava sua trajetória profissional ao cuidado de pacientes e famílias nos momentos mais delicados, exercendo a enfermagem com compromisso e humanidade”, afirmou a instituição.

O marido também falou sobre a ligação dela com a fé católica e com a profissão.

“A Amanda era uma pessoa extraordinária, uma mulher doce, humilde e que sempre se preocupou com todos. Enfermeira, amava sua profissão e era muito católica. Ela faleceu fazendo o que mais gostava, que era viajar”, declarou.

A morte mobilizou familiares, amigos e integrantes da comunidade católica de Ceilândia. O grupo Encontro de Jovens com Cristo, da Paróquia São Marcos e São Lucas, pediu ajuda para custear o traslado do corpo ao Brasil.

Depois da repercussão nas redes sociais, a arrecadação atingiu o valor necessário, segundo atualização divulgada pela comunidade. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal também lamentou a morte e prestou solidariedade à família.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil no Porto está à disposição para prestar assistência consular aos familiares. O Itamaraty acrescentou que o atendimento ocorre mediante solicitação do cidadão ou da família.