ClickRio
Últimas
Política

Eleição de Lula expõe silêncio de aliados de Eduardo Paes

Enquanto poucos nomes do grupo se engajam, parte dos aliados evita pedir voto no presidente no segundo turno.

· 2 min de leitura
Eleição de Lula expõe silêncio de aliados de Eduardo Paes
Foto: Reprodução

A campanha de Lula no segundo turno evidenciou a distância de parte dos aliados de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Embora o grupo político do prefeito espere ganhos com a reeleição presidencial, vários nomes seguem sem manifestações públicas de apoio.

Paes foi o candidato de Lula ao Palácio Guanabara, mas perdeu a disputa ainda no primeiro turno. Com isso, a leitura entre aliados é de que uma vitória do presidente pode abrir novos caminhos para o grupo. O prefeito, porém, entrou na campanha, gravou vídeos e participou de atos ao lado de Eduardo Cavaliere.

Silêncio entre aliados

Mesmo assim, a postura não se repetiu entre todos. Pedro Paulo, que recebeu apoio de Lula na campanha ao Senado, não fez pedido de voto ao presidente em suas redes. No perfil dele, apareceram publicações sobre fim da escala 6×1, Dia do Professor, PEC da Segurança Pública e visita de Márcio Ribeiro à Câmara.

João Pires também não publicou mensagem sobre a disputa presidencial. A lista de aliados de Paes sem demonstração de entusiasmo ainda inclui Diego Vaz, Flávio Valle, Guilherme Schleder, Márcio Ribeiro, Renan Ferreirinha e os Caiado, Cláudio e Carlo.

Entre as exceções, Daniel Soranz, Laura Carneiro, Salvino Oliveira e Joyce Trindade aderiram publicamente à campanha de Lula. Eles usaram redes sociais, adesivos e presença em atos para defender a reeleição do presidente.

Reação nas redes

O próprio Soranz reclamou da postura de alguns aliados. Em vídeo, ele chamou de “covardia” a ausência de apoio explícito a Lula nesta reta final.

“Eu entendo o cidadão comum não querer se posicionar, nesse momento de polarização. Agora, o que não dá para entender é alguém que foi candidato, e pessoas que têm mandato, não se posicionarem a favor do presidente Lula (…) Na política, não tem espaço para a covardia”, disse.

O contraste entre os nomes do grupo chamou atenção porque o segundo turno se aproxima do fim. Além disso, a disputa presidencial se tornou um teste de fidelidade política para o grupo de Paes. A movimentação, ou a falta dela, passou a pesar no cenário local.

Outros fatos do dia

No mesmo contexto político, o deputado Anderson Moraes protocolou requerimento para acelerar projeto que classifica CV e PCC como organizações terroristas no estado. O texto já recebeu parecer favorável da CCJ da Alerj e ainda precisa passar pelo plenário.

Também nesta quinta-feira, o TRE-RJ confirmou apoio de tropas federais em 15 municípios no segundo turno. Entre eles estão Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e a capital.