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Meta, Google e X descartam irregularidades no “Exército do Lula”

Empresas disseram ao TSE que não viram violações nas análises sobre o canal e pediram mais prazo para concluir a apuração.

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Meta, Google e X descartam irregularidades no “Exército do Lula”
Foto: Reprodução

A Meta, o Google e o X informaram ao TSE que não encontraram irregularidades no canal de WhatsApp Exército do Lula. O caso envolve o deputado federal André Janones e a apuração sobre possível manipulação digital na campanha presidencial.

As empresas responderam após determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Ele deu 24 horas para que as plataformas analisassem indícios de ampliação artificial de hashtags e de manipulação de buscas entre 18 e 20 de outubro.

Meta pede mais prazo

Na manifestação enviada ao tribunal, a Meta afirmou que sua análise técnica não encontrou violações nas publicações examinadas no Instagram de Janones. Além disso, a companhia disse que o WhatsApp tem regras próprias, diferentes das aplicadas ao Instagram e ao Facebook.

Segundo a empresa, o aplicativo proíbe atividades criminosas, conteúdos fraudulentos e mensagens em massa não autorizadas. A Meta também disse que a mobilização de apoiadores de uma candidatura não representa, por si só, infração.

“A coordenação vedada é a de atividades violentas ou criminosas, e não a mobilização política lícita”, afirmou a Meta.

A empresa acrescentou que suas políticas sobre comportamento inautêntico coordenado, ou CIB, miram operações com identidades falsas. Também citou entendimento do próprio presidente do TSE sobre mobilização de apoiadores.

Apesar da conclusão inicial, a Meta informou que ainda não viu todo o material do processo. Parte das provas chegou em um pen drive, acessado apenas nesta sexta-feira. Por isso, a empresa pediu mais cinco dias para complementar a resposta.

Além disso, a Meta afirmou ter preservado os dados ligados ao canal Exército do Lula. Dessa forma, eventuais verificações adicionais continuam possíveis.

X e Google também negam infrações

O X disse ao TSE que também não identificou violações nas atividades analisadas. A plataforma examinou 58 hashtags citadas no processo e encontrou cerca de 8,2 milhões de publicações, feitas por 475,9 mil contas.

Segundo a empresa, houve atuação coordenada, porém realizada predominantemente por usuários autênticos. Portanto, o comportamento não configura irregularidade, segundo as regras da plataforma e a legislação eleitoral.

O Google apresentou conclusão semelhante. A empresa informou que não achou sinais de tráfego automatizado, ataques de programas de computador ou redes de robôs nos termos pesquisados.

Além disso, o Google afirmou que não encontrou violações de suas políticas que justificassem penalidades. A companhia explicou que aumentos de buscas podem ocorrer quando um tema ganha repercussão pública.

“Variação acentuada de interesse de pesquisa é fenômeno corriqueiro diante de acontecimento noticioso de grande repercussão”, afirmou a empresa.

As respostas das três plataformas oferecem elementos técnicos ao TSE. No entanto, elas não encerram a discussão judicial sobre o caso.

Canal chegou a 10 milhões

A disputa judicial envolve o canal administrado por Janones e questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro. Nesta sexta-feira, o Exército do Lula chegou a 10 milhões de seguidores no WhatsApp, segundo informações publicadas pelo Agenda do Poder.

No mesmo dia, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que Nunes Marques não ordene nova suspensão do canal sem autorização do plenário. A decisão prevê multa diária de R$ 50 mil à Meta em caso de descumprimento.

Assim, o TSE seguirá com a avaliação das provas e das manifestações já enviadas pelas empresas.