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Flávio Bolsonaro promete saída para bets após conversa com Flamengo

Senador falou com Bap depois da medida provisória do governo Lula e sinalizou que buscará solução para clubes e empresas do setor.

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Flávio Bolsonaro promete saída para bets após conversa com Flamengo
Foto: Reprodução

A proibição das casas de apostas no Brasil abriu uma nova frente na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A bets no Brasil entrou no centro da discussão após uma conversa telefônica entre o senador e o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, segundo informações divulgadas por fontes ligadas ao futebol e à campanha bolsonarista.

O contato ocorreu um dia depois da medida provisória editada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que restringiu o funcionamento das apostas. De acordo com esses relatos, Flávio indicou que pretende buscar uma solução para clubes e empresas do setor caso vença o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

As informações apontam que o senador procurou tranquilizar o dirigente rubro-negro sobre os impactos financeiros da decisão para os clubes brasileiros. Ainda assim, ele não teria assumido o compromisso de restabelecer a autorização para o funcionamento das bets.

A conversa teria ocorrido em setembro, antes do primeiro turno, e novos contatos entre representantes da campanha e pessoas ligadas ao Flamengo teriam acontecido depois da votação de 4 de outubro. A campanha de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o tema.

O Flamengo também não comentou o conteúdo da conversa, mas negou qualquer posicionamento eleitoral. Em nota, a assessoria do clube afirmou: “O Flamengo não discute e não declarará apoio a nenhum dos candidatos”.

Flamengo lidera reação contra a medida provisória

A decisão do governo Lula provocou reação de clubes de futebol, que dependem de contratos de patrocínio com empresas de apostas esportivas. O Flamengo, presidido por Bap, passou a ser um dos principais nomes dessa resistência.

O clube ingressou como parte em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a validade da medida provisória. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Além disso, o Rubro-Negro usou o espaço publicitário principal da camisa, antes ocupado por uma empresa de apostas, para exibir uma mensagem contrária à proibição.

Outras equipes também demonstraram insatisfação. Menos de uma semana após a publicação da medida, clubes boicotaram uma reunião convocada pelo governo federal para discutir o assunto, o que levou ao cancelamento do encontro.

Críticas à decisão e efeito eleitoral

Durante a campanha, Flávio Bolsonaro criticou a forma como o governo federal determinou o encerramento das atividades das casas de apostas. Ele afirmou que a proibição feita com “uma canetada” prejudicou a segurança jurídica, os clubes e empresas do setor.

O senador também defendeu uma diferenciação entre apostas esportivas e jogos de cassino pela internet, como o chamado jogo do tigrinho. Apesar disso, ainda não apresentou uma proposta definitiva para o futuro da atividade no país. O candidato também ressaltou que votou contra a regulamentação das apostas.

A discussão sobre as bets ganhou peso em meio à repercussão social do setor. Em 1º de outubro, uma pesquisa Datafolha apontou que 78% dos entrevistados apoiavam o fim das apostas, enquanto 18% eram contrários.

As apostas foram autorizadas no governo Michel Temer e passaram por regulamentação durante a gestão Lula, em 2023, com criação de regras de fiscalização e tributação. Agora, após a medida provisória, o tema passou a integrar a disputa política e também chegou ao Congresso Nacional, onde parlamentares avaliam possíveis mudanças.

Enquanto Lula sustenta a proibição, Flávio sinaliza disposição para negociar uma alternativa com o setor. A posição institucional do Flamengo, porém, segue oficialmente neutra, apesar dos contatos atribuídos à campanha bolsonarista.