Falta d’água no Rio afeta Zona Oeste, Centro e Baixada
Manutenção emergencial no Guandu reduz a produção de água e pode causar baixa pressão e interrupções em várias regiões.

A falta d’água no Rio nesta quinta-feira (22/10) atingiu diferentes regiões da capital e da Baixada Fluminense após uma manutenção emergencial da Cedae na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu. Na Zona Oeste, o fornecimento foi interrompido em 24 bairros atendidos pela Rio+Saneamento, enquanto outras áreas podem registrar baixa pressão e interrupções temporárias.
O reparo foi necessário em uma tubulação que integra o Sistema Guandu, responsável por abastecer grande parte da Região Metropolitana do Rio. Por causa da intervenção, a Cedae reduziu a produção de água tratada, o que afeta o abastecimento em áreas atendidas por diferentes concessionárias.
Segundo a Cedae, a previsão é concluir o serviço ainda nesta quinta-feira. No entanto, a retomada do abastecimento não será imediata, porque a recuperação da produção e da pressão nas redes deve ocorrer de forma gradual.
A orientação das concessionárias é usar a água armazenada em caixas-d’água e cisternas apenas para atividades essenciais. Também é recomendado adiar tarefas que exigem maior consumo, já que a normalização pode levar até 72 horas após o restabelecimento da operação do Guandu.
Na Zona Oeste, a Rio+Saneamento informou interrupção no fornecimento em 24 bairros. Já no Centro, nas zonas Norte e Sul, os efeitos podem aparecer como redução da pressão e falta d’água intermitente, sem interrupção generalizada em todas as localidades.
Na Baixada Fluminense, sete municípios também podem ser afetados pela redução da produção no sistema. A Águas do Rio informou que a normalização começará após o Guandu voltar a operar com 100% da capacidade, e que o tempo de recuperação pode variar conforme a localização.
As concessionárias informaram ainda que imóveis em áreas mais altas e nas chamadas pontas de rede podem demorar mais para ter o serviço restabelecido. Nesses pontos, a pressão da água costuma levar mais tempo para se recuperar, o que pode prolongar os reflexos da falta d’água no Rio.
A Cedae afirma que, após o fim do reparo emergencial, a estação deve voltar a recuperar a produção gradualmente. Mesmo assim, os moradores podem continuar enfrentando instabilidade no abastecimento durante os próximos dias.