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Médica morta em Búzios: ex-segurança é condenado a 16 anos

Filipe Batista Francelino recebeu a pena após novo julgamento determinado pelo TJRJ; no primeiro júri, em 2024, ele havia sido absolvido.

fabricio · 3 min de leitura
Médica morta em Búzios: ex-segurança é condenado a 16 anos
Foto: Reprodução

A Justiça condenou a 16 anos de prisão o ex-segurança Filipe Batista Francelino pela morte da médica Maria Júlia Matteotti Cavalcanti Martins de Oliveira, de 66 anos. O caso da médica morta em Búzios aconteceu há dez anos, em uma casa de veraneio de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A vítima foi encontrada com os braços amarrados e a boca amordaçada com gaze.

A sentença foi dada na quinta-feira (15), após um novo julgamento determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Antes disso, o resultado do primeiro júri, realizado em 2024, havia sido revertido por iniciativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segurança aproveitou acesso ao condomínio, diz acusação

De acordo com o Ministério Público, Filipe trabalhava como segurança no condomínio onde a médica tinha a residência. Segundo a acusação, ele usou a função que exercia na época para entrar na casa e cometer o crime.

O assassinato ocorreu em agosto de 2016, no Condomínio Jardim do Lago, em Baía Formosa, no município de Búzios. Maria Júlia foi encontrada morta no hall de entrada do imóvel.

Policiais da 127ª Delegacia de Polícia, responsável pela região, foram ao local e identificaram sinais de violência dentro da casa. Esses vestígios, além das circunstâncias em que o corpo estava, tornaram-se elementos relevantes para a investigação.

Quarto revirado indicava possível tentativa de defesa

Durante a perícia inicial, os investigadores encontraram marcas de sangue na parede de um dos quartos. Além disso, o cômodo estava revirado e a cama havia sido arrastada.

Segundo a Polícia Civil, esse cenário indicava que a médica pode ter tentado se defender durante a agressão. Dessa forma, os indícios ajudaram a reconstituir parte da dinâmica do crime.

No segundo julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e reconheceu duas qualificadoras: homicídio praticado com meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Primeiro julgamento terminou em absolvição

O processo teve um desdobramento incomum em 2024. Naquele ano, no primeiro Tribunal do Júri, os jurados reconheceram que Filipe era o autor do crime, mas decidiram absolvê-lo.

Diante disso, o MPRJ recorreu da decisão. Em seguida, a Oitava Câmara Criminal do TJRJ aceitou o recurso e mandou o acusado a novo julgamento. Com o segundo júri, o resultado foi diferente, e o caso, que estava sem condenação desde 2024, chegou a uma sentença.

Ministério Público pediu a prisão do condenado

Após o julgamento, a promotora Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri (GAEJURI), destacou a atuação do Ministério Público na busca pelo novo júri. Conforme o MPRJ, o órgão também pediu a prisão do condenado após a sentença.

Até o momento, não há informação sobre se a Justiça acolheu o pedido imediatamente ou se Filipe Batista Francelino já começou a cumprir a pena.