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Flávio Bolsonaro promete pai na posse em ato na Avenida Paulista

Candidato do PL reuniu aliados em São Paulo, criticou o governo Lula e prometeu indicar quatro ministros ao STF, uma semana antes do segundo turno.

fabricio · 4 min de leitura
Flávio Bolsonaro promete pai na posse em ato na Avenida Paulista
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). Durante o discurso, ele prometeu que, se for eleito, o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, colocará nele a faixa presidencial na cerimônia de posse. O ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista ocorreu a uma semana do segundo turno, marcado para o domingo (25), quando ele enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou o senador. Além disso, ele afirmou que pretende cuidar do país e da população brasileira.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado e aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Críticas a Lula e promessa sobre o STF

Em seu discurso, Flávio atacou o governo petista e convocou os apoiadores a acompanhar o debate presidencial na televisão, previsto para a noite de domingo. Segundo ele, a intenção era apresentar ao vivo acusações contra Lula. Ele declarou ainda que o Brasil estaria sem presidente e que sua chegada ao cargo ocorreria em breve.

Flávio também disse que, caso seja eleito, pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) contrários ao aborto e à liberação das drogas. Em outro momento, levantou uma bandeira com os dizeres “Fora Lula e Moraes”, em referência a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.

Ato reuniu Tarcísio, Nikolas Ferreira e Ricardo Nunes

Batizada de “Bloco 22”, a manifestação reuniu aliados e lideranças da direita. Entre eles estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Também participaram o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), e Pablo Marçal.

Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 11h15 e discursou por volta das 12h30. Antes da fala do candidato, os presentes rezaram o Pai-Nosso a pedido de Nikolas Ferreira. O deputado, por sua vez, pediu votos para o senador e defendeu a saída do PT do governo federal.

Ao encerrar a participação, Flávio destacou a esposa, Fernanda, e disse que pretende dedicar a vida ao país se for eleito.

Clima de bloco de carnaval

O evento foi organizado como uma festa de rua, com carros de som, músicas adaptadas e jingles contra o PT. Entre as frases entoadas estavam “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “Fora, PT, aqui não é seu lugar”.

A maioria dos manifestantes vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras com o número 22, associado à candidatura do PL. Também foram vistas bandeiras dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel, além de bonés com referências ao presidente norte-americano Donald Trump. Antes dos discursos, um integrante da organização pediu que as bandeiras de outros países fossem recolhidas. “Hoje é a nação brasileira”, afirmou.

Campanha de Lula aposta em atos descentralizados

Enquanto isso, apoiadores de Lula organizaram manifestações em diferentes cidades. A estratégia da campanha petista é incentivar atos descentralizados, com artistas, movimentos sociais, diretórios partidários e aliados. Estavam previstos eventos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Salvador, com nomes como Emicida, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Daniela Mercury.

Esses atos foram questionados na Justiça Eleitoral por adversários, que alegaram possível realização de “showmícios”, prática vedada pela legislação eleitoral. Na quinta-feira (15), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido para impedir um dos eventos. Ele encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral para eventuais providências.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as duas campanhas intensificam as mobilizações na reta final da disputa presidencial. O objetivo é ampliar o apoio dos eleitores.