Rio poderá ter apoio permanente a artesãos idosos nas feiras
Projeto aprovado na Câmara do Rio cria capacitação, feiras e selo para identificar produtos de participantes do programa.

O artesanato no Rio pode ganhar um programa municipal permanente de incentivo para artesãos com 60 anos ou mais. A Câmara do Rio aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto que cria o Programa Municipal Artesão Raiz – Ibo Jilek.
A proposta vale para profissionais que atuam há pelo menos dez anos nas feiras de artes da cidade. Além disso, o texto prevê ações de capacitação, divulgação e estímulo à geração de renda.
De autoria da vereadora Rosa Fernandes (PSD), o projeto busca valorizar o trabalho de artesãos idosos. Também pretende preservar técnicas e conhecimentos tradicionais. Assim, a medida relaciona apoio financeiro e proteção cultural.
O que prevê o projeto
Entre as ações listadas estão cursos gratuitos de aperfeiçoamento, empreendedorismo e inclusão digital. O texto também prevê feiras permanentes e itinerantes. Além disso, a proposta cria espaços para exposição e venda dos produtos.
Outra medida é a divulgação dos trabalhos em plataformas digitais e canais institucionais. Dessa forma, o programa tenta ampliar a visibilidade dos participantes. O projeto também institui o Selo Artesão Raiz, que poderá aparecer em embalagens, etiquetas e materiais de divulgação.
O selo servirá para identificar os produtos feitos pelos participantes do programa. Conforme a justificativa da vereadora, muitos desses artesãos carregam conhecimentos transmitidos por gerações. Por isso, ela diz que o grupo representa um patrimônio cultural imaterial da cidade.
Próximos passos
Na justificativa, Rosa Fernandes afirmou que a proposta cria mecanismos permanentes de apoio, capacitação e divulgação. Segundo ela, isso amplia a participação desses profissionais em feiras, exposições e eventos culturais e turísticos. Além disso, a medida pode fortalecer o artesanato, a economia solidária e a economia criativa.
Agora, o texto segue para o gabinete do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). Ele tem 15 dias para decidir entre sancionar ou vetar a proposta. Enquanto isso, o projeto aprovado aguarda a decisão final do Executivo.



