Benedita da Silva ganha força na montagem do novo governo Lula
Aliados tratam a deputada petista como nome certo na equipe do quarto mandato do presidente eleito.

Benedita da Silva aparece como nome forte na montagem do novo governo de Lula, enquanto o presidente eleito ainda não definiu a equipe. Aliados tratam a deputada federal do PT como presença certa no quarto mandato, após a vitória no segundo turno das eleições de 2026, no domingo (25).
A parlamentar perdeu a disputa por uma vaga no Senado, mas manteve atuação destacada na campanha. Além disso, petistas de diferentes correntes defendem o nome dela internamente. Quem acompanha a legenda avalia que esse apoio ajuda a consolidar o espaço da ex-governadora na nova administração.
Benedita tem trajetória longa ao lado de Lula e participou de toda a campanha, inclusive no segundo turno. Mesmo fora dos palanques nessa fase final, ela seguiu presente nas articulações políticas. Assim, o nome da deputada ganhou peso entre dirigentes e aliados do PT.
Pressão política e pesquisas
O debate sobre a eleição também avançou após críticas do CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, aos principais institutos de pesquisa. Em publicações no X, ele afirmou que o receio de represálias judiciais e de uma CPI das pesquisas levou à superestimação do desempenho de Flávio Bolsonaro (PL).
Roman disse que Quaest e Datafolha usaram modelos equivocados de eleitor provável. Segundo ele, esses levantamentos não teriam captado o crescimento da mobilização lulista na reta final da campanha. Além disso, o pesquisador reconheceu erro da própria AtlasIntel ao explicar que a coleta por cinco dias diluiu a tendência de aproximação entre os candidatos.
O executivo também elogiou a Futura. Para ele, a concorrente teve mais coragem que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas. No entanto, ele não apresentou provas, nas publicações, de que as pressões citadas tenham alterado os resultados.
As declarações ocorrem após Lula vencer a eleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. Dessa forma, as críticas reacendem a discussão sobre a precisão das pesquisas e sobre os efeitos da judicialização na atividade dos pesquisadores.
Obras e homenagens no Rio
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, o governo estadual autorizou a ida de três oficiais superiores da Polícia Militar a Montevidéu, no Uruguai, para acompanhar a final da Copa Libertadores da América. A missão custará R$ 41.687,51 aos cofres públicos e recebeu aval da Casa Civil após questionamentos sobre a justificativa do deslocamento.
O processo reúne o coronel Ricardo Alexandre da Cruz Aguiar, o coronel Sandro Aguiar dos Santos e o tenente-coronel Guylherme Lima Nogueira de Freitas. A Polícia Militar afirmou que a viagem servirá para estudar planejamento operacional, controle de acessos, gestão de multidões e atuação integrada no Estádio Centenário.
Na justificativa, a corporação disse ainda que a experiência pode ajudar a atualizar protocolos em praças esportivas fluminenses, como o Maracanã e o Estádio Nilton Santos. O governo também relacionou a missão aos preparativos para a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027.
Já no campo institucional, morreu neste domingo (01) o desembargador Antônio Carlos Amorim, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Ele tinha 96 anos e estava internado no Samaritano. O velório está marcado para esta segunda-feira, das 9h às 12h, na capela 2 do Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Amorim presidiu o TJRJ no biênio 1993-1994 e também comandou o TRE-RJ entre 1995 e 1997. Natural do Rio Grande do Sul, ele também deu nome ao Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, no Fórum Central. Sua trajetória inclui atuação na advocacia, no jornalismo e no próprio Judiciário fluminense.



