Midterms nos EUA já têm mais de 53 milhões de votos
Eleição de meio de mandato pode alterar o equilíbrio no Congresso e testar a força de Donald Trump.

eleição nos EUA já mobiliza mais de 53,3 milhões de americanos que votaram antecipadamente. A disputa de meio de mandato, conhecida como midterms, terá a votação principal na próxima terça-feira (3). O resultado pode mudar a força de Donald Trump no Congresso.
Segundo dados do Election Lab, da Universidade da Flórida, a participação antecipada passou dos 53 milhões. Além disso, temas como custo de vida, imigração e atuação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) estão entre os principais assuntos em debate.
Também entram na pauta o respeito à Constituição e questões ligadas a costumes. Dessa forma, a campanha ganhou peso em vários estados. A eleição é vista como um teste importante para o presidente Donald Trump.
Republicanos reforçam a campanha
Diante da chance de avanço democrata, Trump intensificou a mobilização de seu partido. Em um evento em Mar-a-Lago, na Flórida, ele disse que viajaria para Iowa e Kansas para atividades de campanha.
“Nós vamos mandar muito bem. Acho que vamos surpreender muita gente”, afirmou Trump. A fala reforçou a confiança do presidente no desempenho republicano nas urnas. Enquanto isso, a estratégia do partido busca preservar as maiorias atuais no Congresso.
Disputa também renova o Senado
Os eleitores vão escolher os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes. Além disso, vão renovar 35 das 100 vagas do Senado. Haverá também eleições para governador em 36 estados.
Hoje, os republicanos têm maioria de 53 a 47 no Senado. Na Câmara, a vantagem também existe, embora seja estreita. Por isso, o resultado pode alterar a configuração atual e a margem de ação do governo Trump.
Se os democratas conquistarem maioria em uma das Casas, poderão impor dificuldades a propostas do presidente. Além disso, uma mudança desse tipo abriria espaço para investigações parlamentares sobre a administração federal.
Por isso, as midterms seguem como um termômetro da avaliação do eleitorado. Caso haja derrota republicana, a influência de Trump no Congresso pode diminuir. eleição nos EUA segue, assim, no centro da disputa política americana.



