UERJ promove seminário sobre extremismos religiosos no Maracanã
Evento no campus Maracanã reúne pesquisadores para discutir religião, política, intolerância e violência social em 3 de novembro.

A UERJ promove, em 3 de novembro de 2026, o seminário extremismos religiosos no campus Maracanã, no Rio de Janeiro. O encontro começa às 15h e será no Auditório 9042, no 9º andar do Bloco F.
A atividade é organizada pelo Grupo de História da Igreja e Estudos Eclesiais, o GHIEC/UERJ, em parceria com o MUNDUS, do IGEOG/UERJ. A proposta reúne pesquisadores de diferentes áreas para discutir religião, política e intolerância.
O seminário também vai tratar de apropriações ideológicas de discursos confessionais. Além disso, os debates incluem manifestações de violência social e os impactos dessas dinâmicas na democracia, nos direitos humanos e nas relações internacionais.
Debates sobre política e religião
A programação prevê análises sobre o uso de discursos religiosos na legitimação do poder. Também aborda como tradições confessionais entram em disputas ideológicas e em contextos de radicalização.
Segundo a organização, a investigação dos extremismos religiosos exige uma leitura contextualizada. Por isso, o seminário pretende diferenciar fundamentalismo, conservadorismo, sectarismo e extremismo em seus sentidos analíticos.
Pe. José Saulo Farias de Sousa, da Diocese de Duque de Caxias, falará sobre o ordenamento jurídico da Igreja Católica e o extremismo religioso. Já Ricardo Antônio Souza Mendes, do Departamento de História da UERJ, discutirá discursos religiosos em movimentos e partidos de extrema-direita.
Alberto Pereira, do Departamento de Turismo e do PPGEO/UERJ, apresentará a conferência Geopolítica, Bancada Evangélica e Democracia no Brasil. Milleni Freitas Rocha, da UFRJ, participará on-line e vai abordar a apropriação política da memória do Holocausto por segmentos da direita evangélica brasileira.
Pluralismo e intolerância
O seminário também inclui trabalhos sobre discriminação, violência política e conflitos étnico-religiosos. Luciana de Queiroz Pinto vai apresentar um estudo sobre conservadorismo religioso e violência política contra a mulher no Brasil contemporâneo.
Além disso, Ana Paula Mendes vai tratar de intolerância e racismo religioso contra minorias e povos tradicionais. A abordagem terá foco nas religiões de matriz africana e em políticas públicas de gestão de conflitos.
Luisa Maria Barros da Silva Chaves discutirá religião, conservadorismo e xenofobia nos Estados Unidos e na Europa. A pesquisa dela analisa a tradição WASP, a islamofobia e a securitização das migrações.
Nathan Afonso, membro do GHIEC/UERJ, lembra que o grupo completa um ano de atividades públicas até 17 de novembro. Para ele, a laicidade universitária não exige silenciamento da religião, mas liberdade para investigá-la criticamente.
Ele também cita reflexões de Max Weber, Mircea Eliade, Santo Agostinho, Tomás de Aquino e João Paulo II. Segundo Nathan Afonso, reconhecer essa tradição fortalece o compromisso com o conhecimento, o pluralismo e o combate à intolerância.
O seminário acontece no campus Maracanã da UERJ, no Rio de Janeiro. A iniciativa integra a cooperação acadêmica entre o GHIEC e o MUNDUS.
Data: 3 de novembro de 2026, terça-feira
Horário: 15h
Local: Auditório 9042, 9º andar, Bloco F, campus Maracanã, UERJ