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STF arquiva inquérito contra Monark por descumprimento judicial

Alexandre de Moraes acolheu pedido da PGR e encerrou a apuração sobre suposta desobediência às ordens impostas em 2023.

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STF arquiva inquérito contra Monark por descumprimento judicial
Foto: Reprodução

O STF arquivou o inquérito contra Monark, nesta decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A apuração tratava de suposto descumprimento de ordens judiciais pelo influenciador Bruno Monteiro Aiub.

A medida atende a pedido da Procuradoria-Geral da República, que pediu o encerramento do caso. Assim, o inquérito que investigava Monark por desobediência não seguirá para uma ação penal autônoma.

Entenda a apuração

O caso começou após medidas cautelares impostas em 2023. Naquele momento, a Justiça determinou o bloqueio dos perfis do influenciador em plataformas digitais. A decisão alcançou YouTube, Rumble, Telegram, TikTok e X, antigo Twitter.

Segundo a Polícia Federal, mesmo depois das restrições, Monark continuou fazendo declarações públicas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Além disso, ele criticou instituições como o Tribunal Superior Eleitoral e o próprio Supremo Tribunal Federal.

A PF apontou essas manifestações no relatório final enviado ao Supremo. De acordo com a investigação, os conteúdos também questionavam a confiabilidade das urnas eletrônicas e a atuação de autoridades do Judiciário.

Pedido da PGR

Ao pedir o arquivamento, a PGR afirmou que o descumprimento das determinações já havia recebido punição em outro procedimento. Esse caso foi o Inquérito 4923.

Nesse processo, a Justiça aplicou multas diárias que somaram R$ 300 mil ao influenciador. Além disso, houve bloqueio de contas bancárias para garantir o pagamento das penalidades.

Para a Procuradoria, como a punição financeira já havia sido aplicada, não havia motivo para abrir uma nova ação penal pelos mesmos fatos. Dessa forma, a PGR entendeu que a apuração específica por crime de desobediência deveria ser encerrada.

Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes destacou que cabe ao Ministério Público decidir sobre denúncia ou arquivamento em casos de ação penal pública. Portanto, ele acolheu a manifestação da PGR e determinou o fim do Inquérito 4942.

A decisão, contudo, deixa aberta a possibilidade de reabertura do caso. Isso poderá ocorrer se surgirem novas provas relacionadas aos fatos investigados. Com isso, o inquérito contra Monark fica arquivado, mas sem impedir eventual nova apuração no futuro.