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Médicas da Maria Amélia denunciam novas contratações com salários maiores

Greve na maternidade do Centro do Rio já passa de três meses, enquanto a SMS diz que busca suprir vagas abertas.

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Médicas da Maria Amélia denunciam novas contratações com salários maiores
Foto: Reprodução

greve maternidade Maria Amélia mobiliza médicas obstetras e pediatras do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro do Rio. Elas estão sem trabalhar há mais de três meses. Nesta quinta-feira, o grupo voltou a denunciar contratações emergenciais com salários maiores.

Segundo as profissionais, a Organização Social SPDM teria contratado a empresa Healthmed para recrutar trabalhadores como pessoa jurídica. Os valores, de acordo com a denúncia, seriam cerca de 70% superiores aos pagos aos plantonistas atuais. As médicas também apontam que as negociações com a gestão seguem sem avanço.

Reunião com a secretaria

Na quarta-feira (28), representantes da Secretaria Municipal de Saúde, de sindicatos e da maternidade se reuniram. O encontro discutiu a defasagem salarial, os vínculos por PJ e as dificuldades de diálogo com a administração da unidade. Além disso, a vereadora Thais Ferreira (PSOL) participou da reunião.

Nesta quinta-feira (29), a parlamentar protocolou um novo ofício na SMS-Rio. No documento, ela cobra providências para encerrar a greve e garantir atendimento na unidade. Thais também afirmou que a rodada desta semana não avançou. Conforme o texto, a secretaria apresentou reajuste de 5,98%, considerado insuficiente pelos profissionais.

A vereadora disse ainda que foi mencionado um retorno do diálogo apenas em 2027. Dessa forma, ela pediu reavaliação do percentual, além de medidas para melhorar a contratação e a valorização da equipe. No ofício, a parlamentar também solicita um cronograma com prazos concretos para o fim da greve.

Posição da secretaria

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que segue em negociação com os profissionais. A pasta também afirmou que a contratação da empresa visa suprir vagas abertas, e não substituir a força de trabalho atual. Além disso, disse que o custo da contratação como PJ equivale ao do profissional admitido pela CLT.

A secretaria acrescentou que o modelo CLT prevê direitos e benefícios trabalhistas, além dos encargos sociais pagos pela gestão. Já a SPDM informou que os esclarecimentos sobre o caso devem ser solicitados à SMS-Rio.

Segundo os grevistas, a contratação emergencial foi comunicada na terça-feira (27). Eles questionam a abertura de novas vagas com remuneração mais alta enquanto a equipe atual permanece sem solução. A denúncia também menciona preocupação com a precarização dos vínculos e com a assistência humanizada ao parto.