Exploração sexual de adolescentes leva Renata Souza a se pronunciar
Deputada do Psol repudiou os crimes após operação da Polícia Civil prender sete suspeitos na Região Metropolitana do Rio.

A exploração sexual de adolescentes levou a deputada Renata Souza, do Psol, a se pronunciar nesta quarta-feira (28). A parlamentar reagiu após a prisão de um assessor ligado ao partido, suspeito de integrar uma rede investigada pela Polícia Civil.
Renata Souza é líder do Psol na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Além disso, ela afirmou que repudia os crimes investigados e pediu apuração rápida e rigorosa.
Em nota divulgada nas redes sociais, a deputada disse que tomou conhecimento das investigações por meio de notícias publicadas pela imprensa. Portanto, ela também manifestou solidariedade às vítimas e reforçou a necessidade de combater a violência contra meninas e mulheres.
“Repudiamos veementemente qualquer forma de violência e exploração, manifestamos nossa total solidariedade às vítimas e reforçamos que a violência contra mulheres e meninas é inadmissível e não pode ser tolerada em nenhuma circunstância”, afirmou em nota.
Investigação na Alerj
Na manifestação, Renata Souza destacou a atuação da comissão que preside na Alerj. O colegiado discute políticas públicas e acompanha questões ligadas à proteção dos direitos femininos no estado.
Por isso, a deputada defendeu rapidez na apuração das denúncias. Segundo a nota, os fatos exigem uma investigação célere e rigorosa, com foco no enfrentamento à violência de gênero.
“Diante dos fatos, reforçamos a necessidade de uma célere e rigorosa investigação, reafirmando nosso compromisso com a defesa dos direitos das meninas e mulheres e com o enfrentamento permanente à violência de gênero, uma pauta urgente que exige atuação contínua e firme”, disse a parlamentar.
Operação NXIVM
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação NXIVM. A ação buscou desarticular uma rede criminosa investigada por exploração sexual de adolescentes. Além disso, os agentes cumpriram mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
A operação ocorreu em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a Polícia Civil, sete pessoas foram presas, entre elas um sargento da Polícia Militar e um assessor da deputada federal Talíria Petrone, do Psol-RJ.
De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de produzir vídeos com episódios de violência sexual contra adolescentes. Entre os registros apurados, estão estupros coletivos e torturas, conforme a Polícia Civil.
Agora, os investigadores tentam esclarecer a atuação de cada suspeito. Eles também buscam identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas sobre os crimes denunciados.
Assim, a exploração sexual de adolescentes segue no centro das apurações da Polícia Civil, enquanto a repercussão política do caso continua dentro do Psol.



