PM é condenado a 14 anos por matar pintor em Nova Iguaçu
Crime aconteceu durante um pagode em Comendador Soares e o julgamento terminou na segunda-feira (26).

morte em pagode levou à condenação do cabo da Polícia Militar Vinicius Rodrigues Pacheco, conhecido como Lico, a 14 anos de prisão. A decisão saiu na segunda-feira (26), na 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O policial recebeu pena em regime fechado pela morte do pintor Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos.
O cabo era lotado no 41º BPM (Irajá). Ele respondeu por homicídio qualificado. O crime aconteceu em maio de 2025, em Comendador Soares, durante um pagode realizado em Nova Iguaçu.
Crime foi filmado por câmera
As imagens registradas por uma câmera de segurança mostram a aproximação do policial. Ele estava em um bar cheio e carregava uma arma em uma mão. Na outra, levava uma lata de cerveja e um copo.
Em seguida, o cabo atira contra Jorge à queima-roupa, diante de várias pessoas. A vítima morreu no local. Assim, o caso ganhou repercussão pela forma como o assassinato ocorreu em meio à festa.
Segundo a polícia, o atirador fugiu com amigos após os disparos. A Justiça expediu um mandado de prisão a pedido da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Além disso, o cabo se apresentou três dias depois do crime.
Investigação e versão da família
De acordo com a investigação da DHBF, o PM e Jorge haviam se envolvido em uma confusão em um bar cerca de dois meses antes. Conforme a apuração, ao encontrar a vítima na festa, o policial teria decidido matá-lo.
A família contesta essa versão. Os parentes afirmam que Jorge não conhecia o cabo e que o ataque ocorreu de forma aleatória. Portanto, a disputa sobre a motivação do crime permanece como ponto central do caso.
A condenação encerra uma etapa do processo, mas o episódio segue marcado pelas imagens gravadas no local. Além disso, o julgamento reforça a atenção ao caso ocorrido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.



