Lula cita Ana Clara e Marielle em embate com Flávio Bolsonaro
Discussão sobre segurança pública no debate da TV Globo também teve críticas à educação e às regras do encontro.

O debate presidencial da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), teve um confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os dois discutiram segurança pública e a morte da menina Ana Clara, de 5 anos, em um momento de tensão no estúdio.
Lula mencionou a mãe da criança, que estava na plateia, e também citou o assassinato da vereadora Marielle Franco. A fala ocorreu durante uma troca de acusações sobre violência e atuação policial.
Discussão sobre segurança pública
A conversa começou quando Flávio falou sobre as saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”. Depois disso, Lula usou o tema para lembrar o caso de Ana Clara e chamar atenção para a presença da mãe da menina no estúdio.
Ao ser citada, a mulher se levantou na plateia. Em seguida, Flávio se confundiu e chamou a mãe pelo nome da filha, Ana Clara, o que provocou protestos no local.
Durante o embate, Flávio Bolsonaro defendeu o policial acusado de envolvimento na morte da criança. Além disso, ele contestou a atribuição de responsabilidade ao agente e passou a defender mudanças na legislação penal.
Entre os pontos citados pelo senador, esteve a redução da maioridade penal. Assim, ele levou a discussão para medidas de responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes.
Marielle Franco entra na troca de acusações
Na tréplica, Lula voltou a falar de Ana Clara e mencionou a morte de Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018. O presidente usou os dois casos para questionar a posição do adversário sobre violência e segurança pública.
Com isso, o debate colocou em destaque a atuação das forças policiais e as propostas dos candidatos para enfrentar a criminalidade. Ao mesmo tempo, a discussão também tratou do peso político das vítimas citadas no confronto.
Educação e regras do debate
Em outro momento, Lula criticou a política educacional do governo Jair Bolsonaro. Ele comparou a prioridade dada às escolas cívico-militares com a ampliação do ensino em tempo integral.
O encontro também teve divergências sobre o tempo de fala. Lula encerrou algumas intervenções antes do limite disponível, enquanto apoiadores de Flávio protestaram quando César Tralli informou que o presidente ainda poderia continuar falando.
Flávio também questionou a condução do debate. Então, Tralli interveio para reafirmar as regras estabelecidas pela emissora.



