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Morre Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro aos 61 anos

Surfista carioca ajudou a mudar o esporte nos anos 1980 e deixou marca com estilo progressivo e ligação com a cultura punk.

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Morre Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro aos 61 anos
Foto: Reprodução

Morte de Dadá Figueiredo encerra a trajetória de um dos nomes mais marcantes do surfe brasileiro. O surfista morreu neste sábado, aos 61 anos, após ser internado com pneumonia. Nascido no Rio de Janeiro, ele ganhou destaque nos anos 1980 com um estilo ousado e inovador.

Dadá ajudou a transformar a forma de surfar no país. Além disso, se tornou um dos precursores do surfe progressivo brasileiro. Sua abordagem reunia manobras influenciadas pelo skate e movimentos verticais, o que rompeu padrões técnicos e estéticos da época.

Marca no surfe carioca

O atleta viveu um momento de mudanças no surfe nacional. Com personalidade contestadora e visual ligado ao movimento punk, ele aproximou o esporte da contracultura. Assim, ganhou espaço dentro e fora do mar.

Em 1989, Dadá conquistou o título de campeão carioca. No mesmo ano, venceu o torneio Sea Club Final Heat, disputado em Saquarema, na Região dos Lagos. Depois, em 1993, leitores de uma revista especializada o elegeram o melhor freesurfer do Brasil.

A trajetória dele também passou pela música. Dadá foi baixista da banda punk Os Normais. Além disso, criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social, projetos ligados à sua identidade alternativa.

Do esporte à formação de novos surfistas

Ao longo da vida, o surfista enfrentou problemas ligados à dependência química. Posteriormente, retomou sua relação com o surfe e passou a fabricar pranchas. Também começou a ensinar a modalidade a novos praticantes.

Na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, ele criou uma escolinha para compartilhar experiência. Dessa forma, aproximou ainda mais sua história das novas gerações. Sua trajetória também virou documentário, com Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo.

Pai de três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixou uma contribuição que ultrapassa títulos. Sua atitude independente e sua influência cultural marcaram o surfe brasileiro. Além disso, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte e destacou sua importância para o esporte carioca e nacional.

Com a morte de Dadá Figueiredo, o surfe brasileiro perde um de seus personagens mais singulares. Ele ajudou a abrir caminho para novas formas de expressão nas ondas. Portanto, sua presença segue ligada à história do esporte no país.