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Mentiras e gafes marcam a política brasileira em casos históricos

De Ricupero a Bolsonaro, episódios públicos expõem frases que mudaram campanhas e viraram parte do folclore político.

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Mentiras e gafes marcam a política brasileira em casos históricos
Foto: Reprodução

As gafes na política brasileira aparecem em diferentes momentos da República. Entre erros públicos, frases marcantes e crises, episódios de presidentes, ministros e senadores ganharam espaço na memória nacional. Alguns mudaram campanhas; outros, porém, viraram apenas folclore político.

Um dos casos mais lembrados ocorreu em 1º de setembro de 1994, em Brasília. Rubens Ricupero conversou informalmente com Carlos Monforte antes de gravar uma entrevista. As imagens captaram a fala sobre “o que é bom” e “o que é ruim”, e a declaração levou à renúncia do ministro.

O episódio abriu crise na campanha de Fernando Henrique Cardoso. Ciro Gomes assumiu a pasta depois da saída de Ricupero. A frase virou símbolo das gafes na política brasileira e segue entre as mais citadas da televisão.

Casos que marcaram a República

Antes desse episódio, a República já havia acumulado histórias semelhantes. Campos Sales consolidou um arranjo político baseado na força dos governadores. Já Pinheiro Machado ficou conhecido pela articulação nos bastidores e por frases sobre o jogo de poder.

Outro caso lembrado no texto envolve Hermes da Fonseca. Seu governo começou sob pressão da Revolta da Chibata. Depois, a primeira-dama Nair de Teffé tocou o “Corta-jaca” ao violão, o que provocou reação de Rui Barbosa no Senado.

Nilo Peçanha também aparece nesse inventário. O primeiro presidente negro do Brasil teve retratos oficiais clareados. Além disso, enfrentou o racismo velado das elites paulistas e mineiras. Sua trajetória expôs contradições da Primeira República.

Frases que atravessaram campanhas

O texto também cita José Maria Alkmin, lembrado por respostas irônicas e causos sobre política. Esperidião Amin surge em seguida, com tiradas atribuídas a debates no Congresso e no Senado. Em ambos os casos, as frases reforçaram a imagem pública dos dois.

Fernando Henrique Cardoso acumulou outras declarações lembradas pela repercussão. Em 1994, durante agendas em Mauá e Jundiaí, ele disse que era “mulatinho” e tinha um “pé na cozinha”. A fala foi considerada pejorativa e preconceituosa. Em 2001, ele também começou um discurso em inglês na Coreia do Sul.

Mais recentemente, as agências de checagem passaram a organizar esse tipo de registro. No governo Jair Bolsonaro, Lupa e Aos Fatos contabilizaram 6.676 declarações falsas ou distorcidas em quatro anos. A média chegou a 4,58 por dia, com destaque para a pandemia, a economia e o meio ambiente.

Segundo o levantamento citado no texto, 70,2% das frases checadas apareceram mais de uma vez. A afirmação de que não havia corrupção no governo liderou a lista. Além disso, o caso mostra como a checagem virou parte do noticiário político brasileiro.

Rubens Ricupero ficou marcado pela frase: “o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.

Ao reunir esses episódios, o material mostra que a política brasileira também se escreve por deslizes, frases improvisadas e situações constrangedoras. Assim, as gafes na política brasileira ajudam a explicar como o folclore e o poder se misturam na história do país.