Pesquisador da Uerj diz que apartamento na Tijuca foi alvo de tiros
Wescrey Portes afirma que houve três disparos após ele se manifestar na janela com bandeira do PT. Ele registrou ocorrência e diz temer novos ataques.

O pesquisador da Uerj Wescrey Portes denunciou, nas redes sociais, que o apartamento onde mora, na Tijuca, foi alvo de tiros depois de ele se manifestar politicamente da janela. Segundo ele, o caso ocorreu pouco antes da entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, na TV. Wescrey também publicou imagens dos danos causados no imóvel.
De acordo com o pesquisador, foram três disparos. Ele afirma que o intervalo entre o primeiro e os dois últimos foi de cerca de dois minutos.
Como o pesquisador relata o episódio
Wescrey conta que foi até a janela com uma bandeira do PT e gritou palavras de ordem. Em seguida, voltou para dentro de casa e sentou-se no sofá, que fica de costas para a janela.
“Pouco antes da entrevista, fui para a janela com minha bandeira (do PT) e gritei palavras de ordem. Ao voltar, estava sentado no sofá quando ouvi o barulho na janela, que fica atrás de mim. Cheguei a mudar de lugar, depois vieram os outros dois barulhos”, relata.
Além disso, ele diz que ouviu palavras de ordem e ofensas antes de a janela ser atingida. Os gritos, segundo ele, vinham do endereço que considera ser o provável ponto de onde o autor agiu.
Registro na polícia e episódio semelhante em 2022
Após o ocorrido, o pesquisador fez um registro online na 19ª DP (Tijuca). Ele disse esperar que, desta vez, sejam tomadas providências. Isso porque, de acordo com ele, algo parecido já havia acontecido durante as eleições presidenciais de 2022.
Na época, Wescrey esqueceu o episódio com o passar do tempo. Agora, porém, afirma estar com medo e descreve o momento com preocupação.
“É um sentimento horrível, uma sensação de impotência. Minha mãe está em choque. Meus amigos estão preocupados”, diz.
Diante da repetição, o pesquisador desconfia que o autor seja o mesmo de 2022. Por isso, pretende conversar com vizinhos do prédio para saber se eles também já foram vítimas de ataques.
Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre a identificação de suspeitos. O caso deve ser apurado a partir do registro feito pelo pesquisador na Polícia Civil.



