Apagar a luz, dar o play em um filme de terror e, de repente, o corpo reage. O coração acelera, as mãos suam e o corpo inteiro fica em alerta, mesmo sem sair do lugar. Parece exagero, mas essa reação tem um efeito real no organismo. O medo ativa respostas físicas que aumentam, ainda que de forma moderada, o gasto energético. A pergunta é simples: dá para queimar calorias sentindo medo no sofá?

O que acontece no corpo quando sentimos medo?
Ao assistir a um filme de terror, o cérebro interpreta as cenas como ameaça, mesmo sabendo que não são reais. Isso ativa o mecanismo conhecido como luta ou fuga. O organismo libera adrenalina, acelera os batimentos cardíacos e aumenta a respiração.
Esse estado de alerta faz o corpo trabalhar mais do que em repouso. O sangue circula mais rápido, o consumo de oxigênio sobe e o metabolismo dá uma leve acelerada. É por isso que, mesmo sentado, você sente o corpo tenso e cansado após cenas muito intensas.

Quantas calorias um filme de terror pode gastar?
Medições feitas em experimentos de observação fisiológica indicam que assistir a um filme de terror pode elevar o gasto energético em cerca de um terço em relação ao repouso total. Em números médios, isso representa pouco mais de 100 calorias extras durante um filme de aproximadamente 90 minutos.
Não é exercício físico, nem substitui movimento, mas mostra que emoções intensas realmente afetam o metabolismo e o consumo de energia, ainda que de forma temporária.
Comparação do gasto energético em diferentes situações
Para entender melhor onde o medo se encaixa, vale olhar uma comparação simples entre situações comuns do dia a dia.
| Situação | Efeito no corpo | Gasto estimado |
|---|---|---|
| Assistir filme de terror (90 min) | Aumento do ritmo cardíaco e da respiração | ≈ 100 a 120 kcal |
| Rir de forma intensa (10 a 15 min) | Elevação moderada do metabolismo | ≈ 2 a 10 kcal |
| Sentar sem estímulos | Corpo em estado de repouso | Quase nenhum extra |
Por que alguns filmes assustam mais e gastam mais energia?
Nem todo terror provoca a mesma reação. Filmes com tensão constante, trilha sonora marcante e sustos imprevisíveis tendem a manter o corpo em alerta por mais tempo. Isso faz o coração oscilar mais vezes, aumentando o consumo de energia.
Quando o medo vem em ondas, o organismo reage repetidamente. Já filmes previsíveis ou pouco envolventes geram menos impacto físico, mesmo que o tema seja assustador.
O canal YeipiCine, no TikTok, explica bem como esse gasto calórico funciona no nosso corpo:
@yeipicine Excusa para ver TERROR #cine #peliculas #datoscuriosos ♬ original sound – yeipi
Por que isso não substitui exercício físico?
Apesar do aumento temporário no gasto energético, o corpo não recebe estímulos musculares, nem adaptações cardiovasculares reais. Não há fortalecimento, melhora de resistência ou ganho funcional.
O efeito do medo é curto e irregular. Ele serve como curiosidade fisiológica, não como estratégia de saúde ou controle de peso. Ainda assim, mostra como emoções influenciam diretamente o funcionamento do corpo.
E se filmes de terror não forem sua praia?
O medo não é a única emoção capaz de alterar o gasto energético. O riso intenso também acelera o coração e a respiração, embora de forma mais leve. Comédias não queimam tantas calorias quanto um bom susto, mas oferecem um estímulo mais confortável para muita gente.
No fim, a principal lição é simples: emoções não são só mentais. Elas movem o corpo, alteram o ritmo interno e até influenciam o apetite. Se um filme te prende de verdade, seu organismo responde. Não é treino, mas é um lembrete curioso de como mente e corpo estão sempre conectados.
