Por que algumas plantas parecem se mover mesmo quando não há vento algum

Published on

Em alguns jardins e florestas, é possível notar que certas plantas parecem se mover mesmo quando o ar está parado. Esse comportamento chama a atenção de quem observa com calma, especialmente em dias silenciosos, quando não há sinal de vento. A impressão é de que a planta tem vida própria e responde ao ambiente ao redor. O que muitos não sabem é que esse fenômeno tem explicações biológicas bem definidas.

- Publicidade -

Por que algumas plantas parecem se mover sem vento?

A ideia de “plantas que se mexem sozinhas” está ligada aos chamados movimentos vegetais, que são respostas a estímulos externos ou internos. Algumas espécies realizam movimentos lentos, relacionados ao crescimento, enquanto outras apresentam deslocamentos rápidos e visíveis, como na Mimosa pudica, conhecida popularmente como “dormideira”.

Mesmo sem vento aparente, o que se observa é o resultado de processos internos como crescimento desigual, resposta à luz e à gravidade, além de estímulos físicos. Em gravações aceleradas, esses ajustes revelam um “balé” constante de folhas, flores e ramos, que raramente é percebido em tempo real.

Por que algumas plantas parecem se mover mesmo quando não há vento algum
Esse comportamento faz plantas parecerem se mexer sem ninguém tocar

Quais fatores explicam os movimentos das plantas?

Diversos fatores ajudam a entender por que certas plantas se movem de forma discreta, mas contínua, ao longo do dia. Esses movimentos podem aumentar a eficiência na captação de luz, reduzir perda de água e até afastar predadores, como insetos herbívoros.

Entre os principais fatores envolvidos nos movimentos vegetais estão:

Fator Como atua nas plantas Tipo de movimento gerado
Luz As plantas ajustam folhas e caules para captar melhor a luminosidade. Inclinação e orientação em direção à fonte de luz.
Turgor celular Entrada ou saída de água nas células provoca enrijecimento ou relaxamento. Abertura e fechamento de folhas ou flores.
Crescimento desigual Um lado do caule cresce mais rápido que o outro. Curvaturas lentas e permanentes.
Toque e vibração Estruturas sensíveis reagem ao contato físico. Movimentos rápidos, como fechamento ou retração.
Temperatura Variações térmicas afetam processos celulares. Aceleração ou redução de movimentos vegetais.

Quais são os principais tipos de movimentos vegetais?

Os movimentos das plantas costumam ser classificados em tropismos e nastias. Os tropismos envolvem crescimento orientado pelo estímulo, enquanto as nastias são respostas em que o sentido do movimento não depende da direção do estímulo.

Alguns exemplos ajudam a visualizar melhor como esses movimentos acontecem no dia a dia:

  1. Fototropismo: caule se inclina em direção à luz, mesmo em ambientes fechados;
  2. Geotropismo: raízes crescem em direção ao solo, acompanhando a gravidade;
  3. Nictinastia: folhas se fecham ou se abaixam ao anoitecer e se abrem ao amanhecer;
  4. Seismonastia: reação a toques, impactos ou vibrações, como na dormideira.

Algumas plantas parecem se mover mesmo quando não há vento algum no ambiente.
Neste vídeo do canal Ponto em Comum, com mais de 1.1 milhão de inscritos e cerca de 55 mil visualizações, o que causa esse movimento é explicado:

Como as plantas se movem sem possuírem músculos?

Diferente dos animais, as plantas não possuem músculos, mas utilizam alterações de turgor celular e crescimento direcionado para gerar movimentos. Em muitas espécies, existem regiões chamadas pulvinos, localizadas na base das folhas ou folíolos, que funcionam como pequenas articulações vegetais.

Nessas estruturas, a entrada ou saída de água das células provoca enrijecimento ou relaxamento, inclinando ou erguendo folhas. Em geral, um estímulo é percebido, substâncias químicas internas se redistribuem, a água se desloca entre grupos de células e a estrutura vegetal dobra, se estende ou gira levemente em resposta.

Quais plantas são conhecidas por se moverem visivelmente?

Algumas espécies chamam atenção pela capacidade de se mover de forma rápida o bastante para ser vista a olho nu. A “dormideira” fecha suas folhas ao menor toque, enquanto certas plantas carnívoras realizam movimentos de captura de presas em frações de segundo.

A Dionaea muscipula, por exemplo, fecha rapidamente suas armadilhas quando sensores nas folhas detectam a presença de insetos. Em vasos, hortas e áreas verdes, também se observam botões que giram em direção ao sol ao longo do dia e folhas que mudam de inclinação em poucas horas, evidenciando que a paisagem vegetal está em constante, embora silenciosa, atividade.

LEIA TAMBÉM

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 21/01/2026

Veja o que os astros revelam sobre a quarta-feira de cada nativo do zodíaco

Renovação rápida com pisos que unem conforto térmico e design elegante

No verão, quando o calor se torna um desafio...

Essa frutífera rústica cresce com pouco cuidado e rende bons frutos

O figo-da-índia, conhecido cientificamente como Opuntia ficus-indica, vem ganhando espaço no Brasil como fruta resistente, de manejo simples e baixo custo, adaptando-se bem a áreas áridas, solos pobres e longos períodos sem chuva, o que o torna alternativa interessante tanto para produção de alimentos quanto para uso forrageiro. O que é o figo-da-índia e quais