Sophia, de apenas 2 anos, foi assassinada pela mãe Stephanie de Jesus e pelo padrasto Christian Leitheim, na última quinta-feira (26) devido aos espancamentos e abusos constantes que sofria.
O crime aconteceu no Mato Grosso do Sul. Sophia foi levada por Stephanie de Jesus para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, no Centro de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, alegando que a criança estava passando muito mal porém, já estava morta após ser agredida e estuprada.
O crime estava acontecendo desde o final de 2021, dois anos antes do assassinato de Sophia, quando o pai biológico, Jean Carlos, que se separou da mãe e atualmente está casado com um homem, percebeu ferimentos na filha e denunciou que a criança estava sofrendo maus-tratos. Contudo, investigação não seguiu em frente.
Em 2022, Jean Carlos, começou a realizar vistorias no corpo de Sophia toda vez que ela ficava com ele e seu marido. Ao observar hematomas, fez uma nova queixa e pediu a guarda exclusiva, que não foi concedida. Após o assassinato, Jean, diz que houve omissão das autoridades na condução do caso. “A gente ia até a delegacia e não informavam nada pra gente, não davam atenção pelo fato de ser um pai e seu marido”, afirmou em entrevista. O padrasto, a quem ela chamava de “papai urso”, tentou colocar em palavras sobre a perda: “Foi devastador”.
Sophia, chegou a ser atendida 30 vezes em postos de saúde, antes de morrer. Um número alarmante, que destaca a negligência não só familiar, mas também do sistema que deveria protegê-la. Seu pai só queria sua filha bem e em segurança, porém o preconceito levou Sophia para longe de seus braços de uma das formas mais cruéis.
Stephanie e Christian, foram presos em flagrante no dia 28 de janeiro, pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. Ambos estavam em prisão temporária, que foi convertida para preventiva.
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