Sem ar, passageiros sofrem com calor dentro dos ônibus no Rio

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Com altas temperaturas, usuários reclamam do calor e da falta do equipamento nos coletivos


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Marcelo Tavares


  

Viajar de ônibus em algumas linhas do Rio nestes dias de calor não tem sido tarefa fácil para passageiros. Muitos coletivos não possui o ar-condicionado e, com temperaturas elevadas e sensação de 50 graus, o espaço acaba virando um verdadeiro forno.  

A aposentada Glória Regina, de 66, mora no Méier, e tem costume de todos os dias ir na casa da filha, que fica na mesma região. Indignada com a situação, ela relatou como foi sua viagem.

“Só tenho uma palavra para descrever, porcaria. Isso é um desrespeito com o passageiro”, disse.

 


Alguns ônibus até tinham o equipamento, mas de acordo com passageiros, estavam desligados

    


Algumas linhas não possuem o equipamento ou estão quebrados


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Marcelo Tavares


  

Quem esperava os ônibus em um ponto da Avenida Edgar Romero, em Vaz Lobo, reclamava da situação que iria encontrar.

“É desumano viajar sem ar-condicionado com esse calor que está fazendo no Rio. Essas empresas têm que receber uma punição. Pagamos uma passagem cara, queremos no mínimo conforto”, disse o eletricista Nelson de Azevedo, de 45 anos.

“É massacrante, surreal viajar nesse calor. O povo está sendo massacrado de todas as formas. O ar é essencial”, contou o maqueiro Damião de Oliveira.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia  (INMET), a temperatura máxima para esta quarta-feira (18) foi de 33°C, mas passageiros relataram sensação de 38°C dentro dos ônibus.

“Parece que viajamos dentro de uma lata de sardinha, um calor muito forte, parecia até que estava 38°”, disse a cabeleireira Lídia Dantas, de 39 anos.

Alguns ônibus até tinham o equipamento, mas de acordo com passageiros, estavam desligados. 

 


Passageiros em pé na porta de um ônibus do BRT: descaso


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Marcelo Tavares


  

Medidas

O prefeito Eduardo Paes (PSD) decidiu endurecer com as concessionárias responsáveis pelos coletivos na cidade e antecipar a aplicação das novas regras que reduzem os subsídios pagos às empresas, cujos ônibus circulam sem ar-condicionado em pleno funcionamento. 

A decisão tem previsão para começar a valer apenas a partir do fim de julho. A edição foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (17). Cada ônibus flagrado pela fiscalização com o ar desligado ou com defeito terá o subsídio do dia integralmente cortado, independentemente da distância percorrida. 

Passagem cara

Enquanto isso, a o valor da passagem sofreu um reajuste  no último dia 7 deste mês. O preço saltou de R$ 4,05 para R$ 4,30. Segundo a prefeitura, a tarifa estava congelada desde janeiro de 2019. 

“Fica difícil o carioca aceitar numa boa o aumento. As empresas só querem lucrar e não investir. Não consigo entender um transporte com tantos problemas na cidade”, reclamou o porteiro, Cleber do Nascimento, de 54 anos. 

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