Títulos, reforços, planejamento e revezamendo no Estadual: Luis Castro detalha começo de ano do Botafogo

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No primeiro contato com a imprensa em 2023, na tarde desta quinta-feira (12), no CT Lonier, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio, o técnico Luis Castro não poupou as palavras. Entre diversos temas abordados, o treinador revelou que o Botafogo vai alternar os times no Campeonato Carioca.

No próximo domingo, contra o Audax, no Estádio Nilton Santos, por exemplo, a equipe chamada ‘B’, comandada por Lucio Flavio, estreia na competição, enquanto que os titulares disputarão a rodada seguinte. O revezamento persistirá até que a comissão técnica entenda que os atletas do time ‘A’ estejam em condições físicas suficientes para disputar confrontos consecutivos.

“Trabalho, fazendo o primeiro jogo na próxima quarta-feira e a equipe B fazendo os jogos contra Vasco e Fluminense. Nós pegaremos os jogos no meio da semana porque não jogaríamos após apenas sete dias de atividade. Nós pegaremos o primeiro jogo após dez dias de trabalho, fazendo ciclos de cinco dias, com os jogos sendo integrados. Não são jogos de preparação, são oficiais, mas que servirão para buscarmos a perfeição para a temporada” – revelou.

O português também não mediu as palavras para comentar sobre um um dos assuntos mais questionados pelo torcedor nos últimos dias: a chegada de reforços. Para Castro, o Glorioso ainda possui poucos atletas para o tanto de competições e jogos que o clube terá na temporada.

“Bem, não somos muitos, tem que aumentar o elenco, temos o Estadual, Copa do Brasil, Brasileirão, Sul-Americana, são muitas competições para poucos jogadores. Mas estou feliz com os jogadores que tenho, conheço 90% deles, os novos jogadores, Marlon, Carlos e Segovia, integraram perfeitamente a equipe, mostram atitude nos treinos e são pessoas boas. Nas batalhas que temos pela frente precisamos de pessoas assim” – disse.

“Nossa realidade é que temos três, e minha atenção está no elenco que tenho agora. Qualquer treinador do mundo gosta de ter o elenco melhorado, mas se não tiver isso não desvia os objetivos que tracei para a temporada. Se tiver, ótimo, se não tiver, continuo feliz com os jogadores que temos. Temos um grupo que confio muito” – completou o treinador.

Foto: Vitor Silva/Botafogo

Confira outros temas aborados por Luis Castro na tarde desta quinta:

Objetivos na temporada:

Os sorteios é que determinam sempre os caminhos das equipes, tenho como objetivo conquistar títulos no Botafogo e a classificação para a Libertadores. Vamos lutar para isso. Somos corajosos e comprometidos. Respeitamos muito o clube que respeitamos. Para isso, contamos com o apoio da torcida e gostaríamos sempre com o apoio, mesmo no momento em que vamos perder. Não quero que estejam felizes quando vamos perder ou empatar, mas que sigam apoiando.

Disputa de títulos:

O nosso objetivo é chegar a títulos. Quando falamos disso precisamos inserir no contexto. Têm clubes com grande capacidade disso, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG… É com essas equipes que estamos a concorrer. Esses objetivos dependem muito dos sorteios e da sorte, porque no ano passado tivemos muitos jogadores lesionados.

O que melhorar em 2023?

Temos que ser uma equipe muita mais agressiva no terço ofensiva e melhor nas transições, nunca perder o equilíbrio ofensivo. Temos que ser uma equipe muito mais junta com a bola, algo muito mais competente do que já fomos até hoje.

Uso do gramado sintético no Nilton Santos:

Participei no processo. É uma pergunta difícil… Foi um choque para muita gente quando disse o gramado do Lonier era bom para estacionar carros, falei para que as pessoas tivessem a precisão da dureza do piso. Fui mal interpretado e tenho que ter cuidado com o que digo. Primeiro, tenho que enaltecer os gramados do Lonier e houve um grande trabalho de pessoas que nunca aparecem nas câmeras, mas foram fantásticas para termos três gramados muito bons, queria agradecer aos diretores e Mazzuco para melhorarem às infraestruturas, hoje nos sentimos muito bem aqui. Nas cinco melhores ligas do mundo há campo sintético? Não há, mas aqui o contexto é diferente, e nele eu aprovo. O Paranaense aprovou, o Palmeiras aprovou e eles têm sucesso com as equipes.

CT Lonier:

Eu adoro o Lonier. É inspirador, tem energias muito boas. Eu sou uma apaixonado pelo Lonier. O treinador tem sempre um fim nos clubes, não sabemos se será daqui a dois dias ou dois anos… Eu levaria a estrela, o escudo mais bonito do mundo, e o Lonier.

Projeto:

A base não se constrói em um ou dois anos. A organização é muito difícil de implementar. Está dando os primeiros passos, mas ainda em passos curtos. O modelo de futebol é feito por aproveitamento de jogadores da base no time profissional e depois fazer negócios com eles. É preciso treinadores e espaço de excelência.

Relação com a torcida:

O torcedor, dentro da família Botafogo, é decisivo. Queremos ver o torcedor feliz e sabemos que ele só fica feliz com bons resultados. Queremos muito que eles estejam conosco nos bons e maus momentos. Iremos fazer tudo para que isso aconteça, mas sabemos que o futebol não é feito apenas de momentos bons.

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