Lula decreta intervenção no DF após invasão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que todas as pessoas serão encontradas e punidas


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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na tarde deste domingo (8) a intervenção na segurança do Distrito Federal, após a invasão de terroristas no Congresso Nacional. Ele nomeou Ricardo Garcia, secretário-executivo do Ministério da Justiça, para ser o interventor no DF. A intervenção está prevista para durar até o dia 31 de janeiro.

“Isso nunca tinha acontecido. Houve incompetência das pessoas que cuidam da segurança pública do Distrito Federal. Vamos descobrir quem são os financiadores. Essas pessoas nós chamamos de tudo que está abominado na política. Vândalos  destruindo o que encontravam pela frente”, disse Lula.

O presidente acredita que houve falha na segurança e que todos serão  investigados e punidos: “Achamos que houve falta de segurança”. Lula relatou ainda que policiais militares estariam guiando terroristas em outro ato.

“Vocês vão ver nas imagens que eles [policiais] estão guiando as pessoas na caminhada até a praça dos Três Poderes. Esses policiais que participaram disso não poderão ficar impunes e não poderão participar da corporação porque não são de confiança da sociedade brasileira. Espero que a partir desse decreto possamos garantir a segurança no DF”, contou.

Lula cobrou ainda a punição dos responsáveis e de quem facilitou o furo do bloqueio por parte dos terroristas.

Segundo Flávio Dino, Ministro da Justiça, 40 ônibus foram apreendidos. Os veículos são classificados como instrumento de interpretação de crime.

“Os financiadores dos ônibus já foram identificados. Estamos adotando mais providências visando o reforço da capital do Ministério da Justiça. 

De acordo com Dino, governadores estão oferecendo policiais para ajudar com a segurança no DF.

“Os policiais desses batalhões ficarão sob comando do interventor”.

Até as 20h, mais de 400 terroristas haviam sido presos em flagrante. As prisões foram realizadas pela Polícia Legislativa do Senado, no plenário do Senado Federal.

A Advocacia-Geral da União (AGU ) pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, que foi exonerado após a invasão.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou a exoneração do secretário durante a tarde e fez o comunicado em uma rede social.

“Determinei a exoneração do Secretário de Segurança DF, ao mesmo tempo em que coloquei todo o efetivo das forças de segurança nas ruas, com determinação de prender e punir os responsáveis. Também solicitei apoio do governo federal e coloco o GDF à disposição do mesmo”, disse o governador Ibaneis Rocha.

 

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