Mulher negra que passou faixa a Lula sofre ataques na web

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Aline Sousa passando a faixa para o presidente Lula


|  Foto:
Reprodução/Instagram


  

Aline Souza, a mulher negra que passou a faixa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de janeiro, em Brasília, na cerimônia de posse, sofreu ataques racistas na web após postar uma foto em Roma, na Itália.

A ex-catadora de lixo contou, em vídeo publicado em suas redes sociais, que estava no país europeu para conhecer a metodologia de Lixo Zero aplicada no local. Após a postagem, ela foi atacada e recebeu diversos comentários de baixo calão, com referências racistas e irônicas. 

Leia +: Saiba quem é a catadora que passou faixa a Lula durante posse

Atualmente Aline estuda Direito e é diretora-presidente da rede Centocoop-DF (Central das Coorporativas de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal). Ela contou que a viagem foi viabilizada pela deputada Bia Kicis (PL-DF).

“Essa missão na Itália veio para a gente conseguir se apropriar mais desse conhecimento de como se dá na prática esse sistema moderno Lixo Zero. E é por isso que eu estiva na Itália por meio desse projeto da OCDE, da OCB e do MDR, que foi viabilizado pela deputada Bia Kicis”, explicou Aline.

Ela relatou também que já fez outras viagens pelo mundo com o mesmo propósito, como missões financiadas por entidades da sociedade civil ou de governos, principalmente quando foi para a Argentina e África do Sul.

 

Somos todos iguais e escolhemos onde e com o que queremos trabalhar



exclamou,

Aline Sousa

  

“A simples Catadora de Materiais Recicláveis, que cresceu com toda dificuldade, por conta do ofício e de toda representatividade alcançada, foi convidada a levar o conhecimento que temos aqui no Brasil e, também, aprender com outros países… Somos todos iguais e escolhemos onde e com que queremos trabalhar! Agora vou continuar lutando, dia após dia, por todos os catadores de materiais recicláveis do Brasil! Porque nós merecemos trabalhar com dignidade, segurança, direitos… Assim como qualquer outra classe trabalhadora! Vamos em busca de um Brasil melhor! Com mais amor e empatia”, finalizou.

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