Vacina contra Covid-19 será anual para grupo de risco

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Imunizante será incorporado ao calendário de vacinação anual do governo


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Marcelo Tavares

 

A nova secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, determinou que as vacinas contra Covid-19 deverão fazer parte do calendário anual do governo para pessoas que estão enquadradas no grupo de risco da doença. 

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o imunizante não foi incorporado ao calendário de vacinação, ficando somente no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Agora, a previsão é de que a população seja convocada para tomar a vacina junto com a dose contra a gripe, em abril. A ideia é de que o plano siga o mesmo critério do grupo prioritário da gripe, como os profissionais de saúde, imunossuprimidos e idosos. 

 


Governo já está abastecido de novas doses para vacinar as pessoas do grupo prioritário

  

Segundo a secretária, o governo já está abastecido de novas doses para vacinar as pessoas do grupo prioritário, e que será aplicada a dose da vacina bivalente. Ethel reforça que a prioridade, no momento, é aumentar a cobertura de vacinação.

Doses atrasadas

Cerca de 69 milhões de brasileiros ainda não receberam a dose de reforço da vacina contra a covid-19. A Rede Nacional de Dados em Saúde mostra ainda que mais de 30 milhões de pessoas não receberam a segunda dose do reforço, enquanto 19 milhões de pessoas não buscaram sequer a segunda dose do esquema vacinal primário.

Esta semana, a recém-empossada ministra da Saúde, Nísia Trindade, lembrou que a pandemia não acabou e reforçou a importância de se completar o esquema vacinal contra a doença.

“A pandemia mostrou a nossa vulnerabilidade. O rei está nu. Precisamos afirmar, sem nenhuma tergiversação, e superar essa condição”, disse, ao destacar que o país responde por 11% das mortes por covid-19 no mundo, apesar de representar 2,7% da população global.

 

A pandemia mostrou a nossa vulnerabilidade. O rei está nu. Precisamos afirmar, sem nenhuma tergiversação, e superar essa condição



Nísia Trindade,

ministra da Saúde

  

Segundo a pasta, estudos científicos revelam que a proteção vacinal desenvolvida contra a covid-19 é mais alta nos primeiros meses, mas pode apresentar redução. Com a dose de reforço, a proteção contra o vírus volta a ficar elevada. Por isso, a proteção adicional é considerada indispensável.

“Neste cenário, o Ministério da Saúde ressalta que é fundamental buscar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação contra a covid-19 e outras doenças”, salientou.

Cobertura vacinal

Até o momento, 163 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou a dose única da vacina contra a covid-19, o que representa 79% da população. Quanto à primeira dose de reforço, 102,5 milhões foram aplicadas. Já a segunda dose de reforço – ou dose adicional – soma 45,2 milhões de aplicações.

Com Agência Brasil

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