Pabllo Vittar sobre campanha política: "sem medo de perder trabalhos"

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Com seu inconfundível agudo, Pabllo Vittar subiu ao palco do Festival do Futuro, já na manhã desta segunda (2), gritando: “Brasília, faz o L!”. Uma das artistas mais vocais no apoio do então candidato Lula, do Partido dos Trabalhadores, Vittar foi uma das atrações mais esperadas do festival que acompanhou a posse do novo presidente.

Os atrasos causados por diversos problemas técnicos empurraram o início do show da cantora para 3h50 da manhã, quase duas horas após o horário marcado. Esses mesmos problemas também estavam presentes durante a apresentação da drag queen, cuja voz de grande amplitude perdia a nitidez em notas mais altas.

Mesmo assim, Vittar fisgou sua plateia, ainda expressiva na Esplanada dos Ministérios, para quem ela destilou seu repertório de hits –dos já quase clássicos aos mais recentes.

Um dos momentos mais marcantes do show foi o desabafo da estrela sobre ter feito campanha e se posicionado na política: “Eu tenho muito orgulho de ser uma das primeiras artistas a levantar a bandeira do Lula e a falar ‘ele não’ na frente das câmeras, sem medo de perder trabalho, sem medo de perder publicidade no mundo dos digital influencers de hoje, dos posts pagos”, disparou. Pabllo continuou: “Eu estou aqui dizendo Lula! Lula pelo povo, pelos porteiros, pelos professores, pelas pessoas que não tem voz, pelos LGBTQ’s que são mortos todos os dias sem proteção pública. Hoje eu, Pabllo Vittar, me orgulho de estar aqui fazendo parte da posse do meu presidente… Luiz Inácio Lula da Silva”, reforçou.

Assim como outros artistas que encabeçaram palcos no Festival do Futuro, Vittar trouxe seu show completo para o evento, com balé e apenas alguns ajustes em termos de duração e seleção de faixas.

Canções como o trance gospel “Rajadão” e “Descontrolada” conseguiram arrancar aplausos efusivos e passos de dança do público que parecia não se atentar para a falta de definição de áudio, especialmente nas batidas mais graves.

A cantora também abriu espaço para outros artistas: o pagodeiro Lukinhas, em cuja apresentação Vittar aproveitou para fazer uma troca de roupa -sua meia calça havia rasgado e a levou a um visível incômodo. A cantora Urias também cantou com a drag queen.

Enquanto as apresentações de vários artistas do festival ficaram marcadas pelo tom amistoso e reconciliatorio, Urias trouxe ao palco a performance mais incisiva do festival com seu hyperpop agressivo em faixas como “Diaba”.

Vittar fechou o show com o brega pop “K.O.”, um de seus primeiros sucessos, para um público já em debandada. A artista repetiu o ato que gerou polêmica no Lollapalooza e levantou uma toalha estampada com a foto do atual presidente. “Obrigada, paizinho Lula”, disse no encerramento da apresentação.

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