Ano foi marcado por crimes brutais no Rio; relembre

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Vítimas que marcaram o ano


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Reprodução/Montagem Enfoco

 

O ano de 2022 foi marcado por crimes brutais no estado do Rio. Uma mãe que viu o seu filho ter a perna arrancada enquanto atravessa a rua, por um jovem sem habilitação que andava de moto a mais de 100 km/h. Uma esposa que enterrou o marido, assassinado pelo vizinho após ser ‘confundido’ com uma bandido. Entre outras barbaridades que jamais serão esquecidas pelos que choraram a perda.

O ENFOCO preparou uma retrospectiva reunindo seis crimes brutais que despertaram medo, angústia, indignação e dor neste ano.

Espancado até a morte no local de trabalho

 


Causa da morte do rapaz foi traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente


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Reprodução


  

O congolês Moïse Kabagambe foi espancado até a morte em um quiosque na orla da Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante uma discussão em janeiro. Imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que o imigrante aparece derrubado no chão, recebendo uma série de agressões, inclusive, um dos acusados o espanca com uma barra de madeira.

A causa da morte do rapaz foi traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente. Ele estava desde 2014 com a mãe e os irmão no Brasil.

Três homens que participaram das agressões a Moïse foram presos, são eles Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove, e Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota. A motivação do crime teria sido o fato de Moïse ter cobrado dois meses de pagamento atrasados.

A família da vítima recebeu da prefeitura a concessão de um quiosque, em Madureira, para tentar superar o ocorrido. O município havia oferecido inicialmente a concessão do quiosque Tropicália, onde o jovem foi espancado e morto, mas os familiares do rapaz de 24 anos temeram por sua segurança no local.

Morto pelo vizinho

 


Duvarl foi ‘confundido’ com um ladrão


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Reprodução


  

O repositor Durval Teófilo Filho foi assassinado pelo vizinho, o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, no bairro Colubandê, em São Gonçalo. O crime aconteceu em fevereiro deste ano, quando o militar confundiu o vizinho, negro, com um ladrão. A esposa da vítima, Luziane Teófilo, clamou por justiça e afirmou que o marido foi vítima de racismo.

“Tudo que eu mais quero e estou gritando é por justiça, foi racismo sim. Nesse momento eu não aceito perdão, foi um crime bárbaro”, disse na época.

Aurélio e Durval moravam no mesmo condomínio, o sargento alegou que viu o homem se aproximando de seu carro e pensou ser um assalto, efetuando disparos contra a vítima. Ele foi preso em flagrante.

À PM, Aurélio afirmou que viu Durval mexendo na bolsa e achou que ele pegaria uma arma. De acordo com as investigações, o homem, na verdade, buscava as chaves para entrar dentro de casa, ele voltava do trabalho. Tudo foi flagrado pelas câmeras de segurança. Ao se dar conta do ocorrido, o militar tentou socorrer a vítima, mas já era tarde demais.

Atropelada enquanto atravessava a rua

 


A vítima era caçula de quatro filhos


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Redes Sociais


  

A pequena Miriã Quintanilha dos Santos, de 10 anos, foi assassinada em março, enquanto atravessava a Rua Alzira Vargas, no bairro Pacheco, em São Gonçalo. O motorista não prestou socorro e fugiu do local. O crime segue sem solução.

A pequena estava com a tia e seguia para a casa da avó paterna, Ivonete, quando foi surpreendida pelo veículo que seguia em alta velocidade. Miriã morava com a mãe, Gisele Quintanilha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, ele vinha passar o final de semana com a avó e retornaria no domingo, para passar o dia das mães com Gisele. Para a matriarca, a data nunca teve um gosto tão amargo.

“Ela só veio para passar o final de semana com a avó. No domingo, Dia das Mães, ela ficaria comigo. A Ivonete (avó) mora no Jardim Catarina, e a minha irmã no Laranjal. A Ivonete ia buscar ela na casa da minha mãe, mas a minha irmã falou que levaria minha filha ao encontro da avó. Quando estava chegando, aconteceu essa fatalidade”, disse a mãe.

 


Mãe de Miriã no enterro da filha, de 10 anos


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Marcelo Eugênio


  

A vítima era caçula de quatro filhos, era uma criança alegre e antenada nas redes sociais e gostava de gravar vídeos para o Tik Tok: “Ela se declarava para mim todo dia ‘Mamãe eu te amo tanto'”. O responsável pelo crime não foi encontrado.

Três feminicídios no mesmo dia

 


Jovens foram assassinadas no mesmo dia


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Reprodução


  

Familiares da jovem Ysabelli Cristina de Souza, de 18 anos, acompanharam a retirada do corpo da jovem, na Estrada dos Cajueiros, em Maricá. A moça desapareceu em julho e foi encontrada no mesmo mês, morta, sem roupas, em uma região de matagal.

Muito abalada, Lucimara Dias gritava pelo nome da filha e, sem acreditar no que estava acontecendo, afirmava que ‘Não é ela não’.  A mãe dizia frases como: ‘Vem filha, mamãe tá te esperando’; e ‘Belinha, mamãe tá aqui’.

Ysabelli completaria 19 anos em setembro. A mãe disse que ela já estava escolhendo o bolo de aniversário e convidando os amigos, mas esse sonho foi interrompido brutalmente. O caso segue sob sigilo na Divisão de Homicídios Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

No mesmo dia, outros dois feminicídios aconteceram em diferentes pontos. Em Niterói, Letícia Dias Santana, de 27 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido, na frente dos filhos, dentro da Associação de Moradores de Piratininga. Já no Rio, Sarah Jersey Nazareth, de 24 anos, foi morta a tiros dentro de um apartamento no bairro Santa Teresa. O ex-companheiro, principal suspeito do crime, foi preso por agentes do Segurança Presente.

Motociclista sem habilitação mata jovem de 16 anos

 


João Gabriel atravessava a rua, a velocidade da moto de Krupp arrancou a perna da vítima


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Reprodução


  

O modelo Bruno Krupp atropelou e matou João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, em julho, na Barra da Tijuca. Ele confessou, na primeira audiência do caso, que estava a mais de 100 km/h. A velocidade máxima permitida na via era de 60 km/h. Bruno está em prisão preventiva desde agosto. 

Marina Lima, mãe do adolescente, explicou que ela e o filho saíam de uma festa quando ela sugeriu que eles fossem dar um passeio na praia. Ao atravessar, notou que os carros estavam parados à distância e que então viu um vulto passar e arrastar seu filho.

Ela, então, foi até ele para ajudá-lo e começou a gritar por socorro. Marina afirmou que João estava lúcido, que chegou a conversar e rezar com ele, que reclamava de dores na perna, mas que ainda não havia notado que sua perna tinha sido amputada imediatamente com a força do impacto. 

Bebê de 1 mês morre em batida de carro

 


Bebê foi enterrado no Cemitério Municipal de São Gonçalo


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Marcelo Eugênio


  

Um bebê de um mês morreu em uma batida de carros em Niterói, na véspera de Natal (24). Mesmo recebendo os primeiros socorros, a criança não resistiu aos ferimentos. O caso aconteceu na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Itaipu, Região Oceânica.

Momentos após o acidente, o condutor, identificado como Lucas Alves Motta de Azeredo Araújo, que seria um garçom de 24 anos, teria dito a policiais, que estavam auxiliando no caso, que havia bebido sete chopes depois que saiu do trabalho. Segundo a irmã da mãe da criança, Cindy Andrade Marques, com o impacto da batida a criança foi arremessada da cadeirinha onde estava para o chão do carro.

A polícia disse ainda que o acusado vai responder em liberdade por homicídio culposo na condução de veículo automotor e por lesão corporal culposa. Segundo os investigadores, Lucas já se envolveu em outro crime parecido, também em Niterói. Em janeiro, ele teria atropelado um motociclista, que morreu local.

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