O roubo de cargas continua causando forte impacto na economia do estado do Rio. Só no ano passado, o crime provocou prejuízo direto estimado de R$ 314 milhões, de acordo com estudo divulgado pela Firjan.

No ano passado, foram 3.114 ocorrências em todo o estado, uma média de oito caminhões roubados por dia.
A maior parte dos casos se concentra na Região Metropolitana, especialmente em áreas cortadas por rodovias federais consideradas estratégicas para o abastecimento e a circulação de mercadorias.
O levantamento aponta que os pontos mais relevantes estão em corredores logísticos como a Rodovia Washington Luís, a Avenida Brasil e a Via Dutra.
Além das perdas diretas de mercadorias, a Firjan ressalta que os prejuízos incluem custos indiretos – como aumento com seguros, escoltas e segurança privada – o que pressiona empresas e encarece a produção.
O Gerente de Infraestrutura da Firjan, Isaque Ouverney, comenta sobre a redução de ocorrências, e as medidas que devem continuar sendo implementadas para manter essa queda nos indicadores.
“Apesar desses números, dessa média de oito caminhões rogados por dia, esses números demonstram uma redução de 9% em relação aos dados de 2024, o que é positivo, trazendo o estado de volta a uma tendência de redução de ocorrências que vinha desde 2018, tendo sido interrompida em 2024. Para a continuidade dessa redução e o incremento dessa redução, é fundamental a integração de forças entre os entes que atuam no território fluminense, União, estados e municípios, no combate não só ao roubo de cargas em específico, mas a toda a cadeia do mercado ilegal que se vale do roubo de cargas”.
O entorno do Porto do Rio, responsável pela movimentação de mais de 260 bilhões de reais em cargas, também apresentou diminuição nos casos, embora permaneça sob monitoramento constante.
Apesar da queda, o crime continua altamente concentrado e com efeitos significativos sobre a logística, os custos empresariais e a atratividade econômica do Rio.
