Um perfil no Instagram que apresentava supostas gêmeas siamesas e acumulou 325 mil seguidores desde o final de 2025 foi exposto como uma produção gerada por inteligência artificial (IA). A revelação partiu de analistas que, utilizando técnicas de visão computacional, identificaram falhas que comprovam a falsidade das imagens.

A conta, lançada em 15 de dezembro, narrava a vida de “Valeria e Camila“, que se descreviam como gêmeas siamesas dicefálicas parapagos residentes na Flórida, EUA. O perfil rapidamente se tornou um fenômeno digital ao combinar postagens com apelo sensual e relatos sobre desafios médicos, como supostas cirurgias complexas em uma “coluna perigosamente fundida”.
O conteúdo exibe as personagens fictícias em trajes de banho, roupas curtas e camisetas com frases provocativas, como “Fetish” e “Obrigada, Deus, por nos fazer gostosas”. Essa estratégia atraiu milhares de comentários e elogios à aparência das supostas irmãs.
Contudo, especialistas em imagens digitais submeteram as fotos a uma análise técnica, concluindo que eram artificiais. Segundo eles, detalhes como as cicatrizes cirúrgicas eram “anatomicamente impossíveis”.

A investigação apontou ainda “artefatos de mesclagem significativos” na junção dos corpos, com texturas de pele e folículos capilares que se fundiam de forma ilógica, além de inconsistências em sombras e na ausência de registros das irmãs antes da criação da conta.
Apesar da desmistificação da farsa, o engajamento no perfil não diminuiu. O número de seguidores continua a crescer, com muitos usuários ainda interagindo com as postagens e elogiando as personas criadas por IA.
