Mocidade leva Rita Lee à Sapucaí como “padroeira da liberdade” no Carnaval 2026

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“Rita Lee, a padroeira da liberdade” é o enredo que a Mocidade Independente traz para 2026, onde promete vestir a avenida de vermelho, se fazendo ouvir ao som da guitarra elétrica e cantar sobre a liberdade.

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Apresentando Rita Lee com uma imensidão digna de quem arrombou portas quando o Brasil vestia cinza, a Mocidade relembra que a rainha do rock nacional foi deboche, coragem e som alto contra o medo, em tempos de silêncio e censura.

Misturando o melhor da contracultura do rock com a experimentação e brasilidade da tropicália, Rita desenvolveu um novo tempero que, com maliciosa inocência, espalhou pelo país um jeito novo de ser mulher.

Ovelha negra por escolha, ela enfrentou a ditadura zombando da caretice e dos rótulos, cantando sobre o amor, prazer e o feminino sem culpa, abrindo caminhos para que outras mulheres ocupassem ruas, palcos e sonhos.

Plural e provocativa, a rainha do rock se torna agora musa do samba, tendo seu perfume lançado ao vento, tingindo a avenida com a cor de rosa choque que convida a liberdade para dançar, fazendo do rock carnaval.

Fundada em 1955, a Mocidade Independente de Padre Miguel tem como cores o verde e o branco, e tem seu enredo mais uma vez assinado pelo carnavalesco Renato Lage e segue com Mestre Dudu comandando a bateria “Não existe mais quente” pelo décimo ano seguido.

A novidade deste ano é o intérprete Igor Vianna, filho de Ney Vianna,  histórico intérprete da escola nas décadas de 70 e 80. 

O Mago, apelido de Renato Lage, que comanda pelo segundo ano consecutivo o carnaval da escola que consagrou nos anos 90, explica como surgiu a decisão de tirar o tema do papel. 

“Sou fã de carteirinha, sempre fui e sempre tive o pensamento, a vontade de fazer um dia um enredo sobre a Rita Lee, mesmo ela viva. Só que não podia ser em qualquer escola. A Rita Lee, por ser uma artista moderna, ousada, irreverente, eu acho que cabia muito bem com a cara da Mocidade.” – declarou Renato, que ressaltou o DNA do carnavalesco Fernando Pinto, pelo caráter irreverente e transgressor de Rita.

Desejando realizar um passeio pelo legado artístico de Rita Lee, evocando os ecos de seu comportamento libertário, o carnavalesco falou sobre a ideia de retratar a roqueira como a padroeira da liberdade. 

“A sacada foi […] ela não gostava muito de ser chamada de rainha do rock, achava brega, cafona, preferia ser chamada de padroeira da liberdade. Então, como eu estava atravessando aí em busca de uma liberdade, nada melhor do que fazer Rita Lee com esse título, né? Rita Lee é a padroeira da liberdade, a liberdade no sentido amplo da palavra.” – enfatizou o campeão, afirmando que carnaval é transgressão.

Com a proposta de fazer um carnaval simples, de fácil entendimento e que se comunique diretamente com o público, a Mocidade exalta a felicidade ao som da cantora, escritora, compositora, instrumentista, apresentadora e eterna padroeira da liberdade, Rita Lee.

A Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir a segunda noite de desfiles do grupo especial na segunda-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro. 

Seis vezes campeã da primeira divisão, sua última conquista foi em 2017, com um enredo sobre o Marrocos, assinado por Alexandre Lousada, título dividido com a Portela.

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