Em crise histórica, clube tradicional é rebaixado em pleno Estadual

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A Ponte Preta foi oficialmente rebaixada à Série A2 do Campeonato Paulista neste sábado (7), após derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, no Estádio do Canindé. Esse rebaixamento marca o pior início de temporada em 125 anos de história do clube, que acumulou apenas um ponto em sete jogos, sendo seis derrotas e um empate. Assim, é incapaz de escapar matematicamente da degola mesmo com uma rodada restante na primeira fase.

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Antes da rodada decisiva, a Ponte Preta estava na lanterna do Paulistão com apenas um ponto. Por outro lado, o Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento, já tinha seis pontos, tornando a permanência impossível após a sétima rodada. Foi a quinta vez que o clube campineiro terminou rebaixado no Estadual.

A Ponte Preta vive uma das fases mais delicadas de sua história recente, resultado de uma crise que se arrasta há anos e que envolve problemas esportivos, instabilidade administrativa e dificuldades financeiras. Tradicional clube do futebol paulista e nacional, a Macaca vem acumulando frustrações dentro e fora de campo, afastando-se do protagonismo que já marcou sua trajetória. Para piorar, sofreu um ‘transfer ban’, no começo do ano, por causa de dívidas por transferências anteriores.

Nos últimos anos, o desempenho esportivo irregular tornou-se rotina. A Ponte passou a alternar campanhas fracas na Série B do Campeonato Brasileiro com eliminações precoces em competições estaduais e nacionais. O clube deixou de brigar por acessos e títulos para lutar, temporada após temporada, contra o rebaixamento — cenário que se confirmou de forma dramática com a queda no Campeonato Paulista, escancarando a perda de competitividade.

Crise política agrava os problemas

Fora das quatro linhas, a instabilidade política e administrativa agravou ainda mais o momento. Trocas frequentes de dirigentes, disputas internas e mudanças constantes de planejamento impediram a consolidação de um projeto esportivo de longo prazo. Cada temporada começou praticamente do zero, com elencos montados às pressas e decisões pautadas mais pela urgência do que por uma estratégia consistente.

A situação financeira também pesa. Dívidas acumuladas, dificuldades para honrar compromissos e limitações no mercado reduziram a capacidade de investimento da Ponte Preta. Sem recursos para manter jogadores-chave ou contratar reforços de maior nível, o clube passou a apostar em soluções de curto prazo, mas muitas vezes sem retorno técnico, o que contribuiu para campanhas abaixo das expectativas. Além disso, a perda de identidade dentro de campo.

O rebaixamento no Campeonato Paulista surge, portanto, como consequência de um processo de desgaste acumulado, e não como um episódio isolado. Ele simboliza o ponto mais baixo de uma sequência de erros administrativos e esportivos que afundaram o clube. Apesar do cenário adverso, a crise também pode representar um momento de reflexão e reconstrução. A Ponte Preta ainda carrega uma torcida fiel, estrutura relevante e tradição suficiente para buscar um novo rumo. O time volta a campo na Série B do Brasileirão, que começa em 20 de março.

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