Câmara do Rio cobra choque de ordem na Cinelândia após alta de assaltos

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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai sediar, na próxima quarta-feira (11), a terceira reunião para tratar do reforço da segurança na Cinelândia. A iniciativa ocorre após o aumento de assaltos na região, onde funcionam as duas sedes do Legislativo carioca: o Palácio Pedro Ernesto e o Edifício Serrador.

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O encontro deve reunir representantes de diferentes órgãos responsáveis pela segurança e pela ordem pública. A proposta é a implantação de um choque de ordem, com o objetivo de reduzir de forma significativa as ocorrências policiais em uma área que concentra grande circulação de trabalhadores e turistas.

Segundo o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), a situação exige resposta imediata. “Já tivemos duas reuniões com as forças de segurança sobre esse tema e teremos mais uma. Estamos pedindo um plano de segurança urgente para a Cinelândia”, afirmou. Ele destacou que o local abriga instituições como o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional, além da própria Câmara.

Por que a Cinelândia preocupa os vereadores?

A preocupação com a segurança na região vem desde o ano passado. Em 2 de outubro, Caiado e outros quatro vereadores se reuniram com o comandante e o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar para discutir o problema. Já em 28 de janeiro, o tema voltou à pauta em encontro com chefes de órgãos de segurança e de ordem pública, a pedido do coordenador do Segurança Presente no Centro, major Gustavo Valagão.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam um cenário preocupante no Centro do Rio. Entre janeiro e outubro do ano passado, foram registrados mais de 5 mil furtos de celulares, aumento de cerca de 36% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Como o Carnaval agrava o cenário?

Com a proximidade do Carnaval, o temor aumenta. Na cidade do Rio, os registros de roubos e furtos de celulares durante os dias oficiais da folia passaram de 1.973 em 2024 para 2.248 em 2025, crescimento de aproximadamente 14%, segundo o ISP.

No Centro, o aumento foi ainda maior: as ocorrências subiram de 515 para 750 no mesmo período, uma alta de 46%. Em 2024, a região já liderava o ranking e concentrava 26% dos casos da capital durante o Carnaval. Em 2025, essa participação chegou a 33%.

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