Uma ação conjunta da Light com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados identificou um caso de furto de energia elétrica em um restaurante na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A fiscalização ocorreu na quarta-feira (04).

Durante a operação, as equipes constataram uma irregularidade no sistema de medição de energia. Segundo a concessionária, o mecanismo interferia no funcionamento do medidor, fazendo com que parte do consumo não fosse registrada corretamente.
Após a constatação inicial, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmaram a fraude. Em seguida, técnicos da Light realizaram a normalização do sistema de medição, restabelecendo o registro correto do consumo de energia no local.
Qual era o impacto do furto de energia no local?
De acordo com estimativas da Light, a irregularidade fazia com que o restaurante deixasse de registrar cerca de 8 MWh por mês. O volume equivale a aproximadamente R$ 9 mil mensais em contas de energia. Ainda segundo a concessionária, a prática ocorria desde janeiro de 2026.
Este foi o segundo registro de ocorrência com perícia no mesmo estabelecimento. Em novembro do ano passado, a Light já havia identificado e retirado outra ligação irregular no local.
Como o furto de energia afeta a população?
Nos primeiros dez meses de 2025, a Light informou ter regularizado quase 2.400 ligações clandestinas e normalizado mais de 118 mil instalações irregulares em imóveis residenciais e comerciais. No período, foram recuperados 132 GWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 54 mil residências por um ano.
A empresa estima prejuízos anuais de R$ 1,3 bilhão causados pelos chamados “gatos”. Segundo a Light, a cada 100 clientes regulares, 40 furtam energia, o que sobrecarrega transformadores e provoca interrupções no fornecimento.
Entre dezembro de 2024 e abril de 2025, período de maior consumo, a concessionária registrou a queima de 1.320 transformadores em decorrência de ligações clandestinas, afetando cerca de 400 mil clientes com a falta de energia.
