O Fluminense avalia a possibilidade de repatriar Jhon Arias, atualmente no Wolverhampton, após o Palmeiras formalizar uma proposta de R$ 154 milhões pelo jogador. O clube carioca foi notificado pelos ingleses sobre o interesse paulista e agora corre contra o tempo, já que o prazo para exercer sua prioridade de compra se encerra nesta quarta-feira (4). Essa cláusula de preferência foi estabelecida em julho de 2025, quando o colombiano foi vendido logo após o Mundial de Clubes, garantindo ao Tricolor o direito de igualar ofertas de equipes brasileiras.

A corrida contra o cronômetro e o entrave financeiro
A diretoria liderada pelo presidente Mattheus Montenegro debate internamente a viabilidade financeira da operação, mantendo cautela diante das cifras elevadas. O investimento para o retorno de Arias gira em torno de 25 milhões de euros (R$ 154 milhões na cotação atual) . Esse valor ultrapassa com folga os 15 milhões de dólares planejados para trazer Denis Bouanga, alvo do Fluminense nesta janela. Caso o clube opte por avançar pelo ídolo colombiano, a diretoria descartará a chegada de Bouanga nesta janela de transferências para equilibrar as contas.
O planejamento tricolor e o objetivo do colombiano
A busca por um “homem de gol” de peso é a grande prioridade do Fluminense para a temporada de 2026. Nesse cenário, o nome de Arias surge como uma solução técnica indiscutível, apesar de o modelo de negócio ainda não estar definido. O meia-atacante, que soma dois gols e uma assistência em 26 partidas na Inglaterra, vê com bons olhos a manutenção de um alto nível competitivo. Arias tem a meta de manter essa regularidade para garantir sua vaga na seleção da Colômbia na disputa da próxima Copa do Mundo.
Embora o desejo da cúpula tricolor seja exercer a cláusula de retorno, o alto custo do investimento permanece como o principal obstáculo nas negociações. As próximas horas serão decisivas para determinar se o clube conseguirá viabilizar os recursos necessários ou se permitirá que o atleta se transfira para o time paulista. A decisão final impactará diretamente o planejamento tático e financeiro do departamento de futebol para o restante do ano.
