O título mundial de clubes no futebol feminino ganhou um novo capítulo com a conquista do Arsenal sobre o Corinthians, em Londres. A decisão, disputada em jogo único, reuniu duas equipes com estilos distintos, em uma partida marcada pelo equilíbrio no placar e pela intensidade física até a prorrogação. O Mundial de Clubes Feminino, ainda recente no calendário do futebol feminino, passou a ganhar mais visibilidade ao reunir campeãs continentais em uma disputa direta pelo topo, seguindo tendência semelhante ao torneio de clubes do futebol masculino.

Como foi a final entre Arsenal e Corinthians no Mundial de Clubes Feminino
A partida começou com o Arsenal impondo ritmo forte, explorando a posse de bola e a movimentação pelas pontas. Jogando em casa, a equipe londrina abriu o placar ainda na metade inicial do primeiro tempo, com Olivia Smith aproveitando brecha na marcação, em lance que evidenciou a organização ofensiva do time inglês.
O Corinthians reagiu rapidamente, ajustando a marcação, aproximando as linhas e passando a chegar com mais frequência ao ataque. O empate veio com Gabi Zanotti, aos 22 minutos, em jogada que mostrou a capacidade corintiana de responder sob pressão e equilibrou o duelo tático entre a posse do Arsenal e a intensidade corintiana nas transições.
Confira a publicação do FIFA Club Football, no Instagram, com a mensagem “Arsenal are #FIFAWCC Champions. 🏆”, destacando conquista do Arsenal no Mundial de Clubes, título oficial reconhecido pela FIFA e o foco em celebrar o clube como campeão mundial:
Como o jogo se decidiu na etapa final e na prorrogação
Na etapa final, o Arsenal manteve a proposta ofensiva e voltou a ficar em vantagem com Lotte Wubben-Moy, em jogada aérea bem trabalhada. O Corinthians respondeu com substituições e maior presença no campo de ataque, conquistando um pênalti nos instantes finais do tempo regulamentar, convertido por Vic Albuquerque, levando o duelo para a prorrogação.
No tempo extra, o desgaste físico ficou mais evidente, e o Arsenal mostrou superioridade na circulação de bola e na compactação defensiva. O gol decisivo saiu aos 104 minutos, com Caitlin Foord, em finalização precisa que selou o 3 a 2 e consolidou o time londrino como referência do futebol feminino europeu em confrontos intercontinentais.
Qual a importância do título do Mundial de Clubes Feminino para o Arsenal
Com o resultado, o Arsenal se tornou o primeiro campeão da história do Mundial de Clubes Feminino, um marco para o clube e para o futebol inglês. A conquista reforça o investimento na modalidade, amplia o currículo em competições europeias como a UEFA Women’s Champions League e fortalece a visibilidade da Women’s Super League no cenário global.
Para o Corinthians, o vice-campeonato representa participação sólida em nível internacional, após encarar o Arsenal de igual para igual e levar a disputa até a prorrogação. O desempenho projeta o clube entre as principais forças do futebol feminino mundial e valoriza o projeto estruturado na modalidade, sustentado por conquistas na Libertadores Feminina e em torneios nacionais.
O que muda para Arsenal e Corinthians após o Mundial de Clubes Feminino
Encerrada a disputa global, o Arsenal volta a concentrar esforços na Women’s Super League (WSL), principal liga de futebol feminino da Inglaterra. O título mundial é o primeiro troféu da temporada 2024/2025 para as Gunners, que já encaram na sequência o Manchester City pela 15ª rodada, em confronto direto que impacta a briga pelo título inglês e por vagas continentais.
Na prática, o Mundial de Clubes Feminino funciona como teste de alto nível para adaptação a diferentes estilos de jogo, viagens e contextos competitivos. Para o Corinthians, a experiência traz parâmetros para futuras campanhas na Libertadores Feminina e em novas competições internacionais, contribuindo para o amadurecimento do elenco e para ajustes estratégicos no planejamento do clube.
Confira a publicação do Arsenal WFC, no Instagram, com a mensagem “On top of the World ❤️”, destacando momento de liderança e conquista, orgulho pelo desempenho da equipe e o foco em celebrar o topo e a confiança do time:
Quais clubes se destacaram e como o Mundial de Clubes Feminino pode evoluir
Além de Arsenal e Corinthians na decisão, outras equipes aproveitaram o torneio como vitrine global. O Gotham FC, dos Estados Unidos, garantiu a terceira colocação ao superar o ASFAR, do Marrocos, completando o pódio e evidenciando o crescimento competitivo de ligas como a NWSL e o fortalecimento de projetos no Norte da África.
Esses desempenhos demonstram como o torneio reúne diferentes realidades do futebol feminino mundial e ajudam a explicar por que a competição tende a crescer em alcance e relevância. A seguir, um resumo dos principais destaques desta edição ilustra o papel de cada clube na consolidação do Mundial:
- Arsenal: primeiro campeão do Mundial de Clubes Feminino, símbolo do investimento inglês na modalidade.
- Corinthians: vice-campeão, competitivo até a prorrogação e referência sul-americana.
- Gotham FC: terceiro colocado, representando o futebol feminino dos Estados Unidos e a força da NWSL.
- ASFAR: equipe marroquina que ampliou a disputa entre continentes e reforçou a presença africana.
Com o avanço do calendário de 2025, a expectativa é de mais edições, maior número de participantes e atenção ampliada de torcedores, mídia e patrocinadores. A final entre Arsenal e Corinthians, decidida em prorrogação movimentada, passa a integrar a construção da identidade do torneio e contribui diretamente para o fortalecimento estrutural do futebol feminino em escala global.
