China executa 11 integrantes de máfia ligada a golpes digitais e tráfico de pessoas em Mianmar

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A mídia estatal chinesa informou nesta quinta-feira (29) que a China executou 11 integrantes de uma família mafiosa acusada de comandar esquemas de golpes pela internet e de tráfico de pessoas a partir de Mianmar.

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Os executados faziam parte da família Ming e haviam sido condenados em setembro por um tribunal da província de Zhejiang. As sentenças incluíam crimes como homicídio, cárcere privado, fraude e exploração ilegal de jogos de azar. As execuções foram realizadas depois que a Suprema Corte da China rejeitou os recursos apresentados pelas defesas.

Os 11 integrantes da família Ming são os primeiros líderes de esquemas desse tipo, associados a operações em Mianmar, a serem executados pela China. Outros grupos seguem na mira da Justiça. Em novembro, cinco membros da família Bai também receberam condenações à morte, enquanto processos envolvendo as famílias Wei e Liu ainda estão em andamento.

Quem são os mafiosos da família Ming?

Segundo autoridades chinesas, os Ming estavam entre os clãs que dominavam a cidade fronteiriça de Laukkaing, no nordeste de Mianmar. O grupo teria transformado a localidade, antes marcada pelo isolamento e pela pobreza, em um centro de cassinos, prostituição e fraudes digitais.

Além das execuções, mais de 20 integrantes da família Ming receberam penas que vão de cinco anos de prisão à prisão perpétua. O patriarca do clã, Ming Xuechang, teria cometido suicídio em 2023 ao tentar escapar da prisão, segundo o Exército de Mianmar.

As investigações apontam que a estrutura criminosa começou a ruir em 2023, quando integrantes da família foram presos e entregues à China por milícias étnicas que passaram a controlar Laukkaing após confrontos com o Exército de Mianmar.

Dados citados pela Suprema Corte indicam que, entre 2015 e 2023, as fraudes e os cassinos clandestinos ligados ao grupo movimentaram mais de 10 bilhões de yuans. De acordo com o tribunal, os crimes resultaram na morte de 14 cidadãos chineses, além de deixarem outros feridos.

Estimativas da Organização das Nações Unidas apontam que centenas de milhares de pessoas foram traficadas para atuar em golpes online em Mianmar e em outros países do sudeste asiático. Entre as vítimas e os explorados estão milhares de chineses, que também figuram entre os principais prejudicados financeiramente.

Relatos de trabalhadores libertados descrevem um ambiente marcado por violência nos complexos controlados pela máfia, com espancamentos e torturas frequentes. As confissões de integrantes do grupo foram exibidas pela mídia estatal chinesa como forma de reforçar a atuação do governo no combate às redes de golpes online.

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