O que muda para clientes após a liquidação da Will Financeira pelo Banco Central

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O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master, após constatar grave deterioração financeira e quadro de insolvência. A decisão coloca em alerta milhões de clientes e investidores sobre a segurança dos recursos aplicados.

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Segundo informações divulgadas pelo R7, a autoridade monetária apontou problemas estruturais na saúde financeira da empresa e vínculo direto de controle com o Banco Master como fatores determinantes para a medida.

Até setembro, a Will Financeira concentrava cerca de R$ 6,5 bilhões em aplicações e mantinha uma base estimada de 12 milhões de clientes, o que ampliou a repercussão da decisão no mercado financeiro.

Como funciona a proteção do Fundo Garantidor de Créditos

Os clientes da Will contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de instituições associadas ao fundo.

A proteção inclui contas-corrente, contas-poupança e investimentos como CDB, LCI, LCA, LCD e RDB. Após a decretação da liquidação, o FGC passa a organizar o processo de ressarcimento, seguindo prazos operacionais definidos em regulamento.

Foto: Divulgação

Quem pode ser afetado pela liquidação

Em entrevista ao R7, o economista Hugo Garbe afirmou que clientes pessoas físicas dentro do limite de cobertura do FGC não devem sofrer perdas imediatas, embora precisem aguardar os trâmites para receber os valores.

Já investidores, empresas e credores que possuam recursos acima do teto garantido ou fora da proteção do fundo precisam se habilitar junto ao liquidante da instituição para tentar recuperar parte do dinheiro.

O que acontece com quem não tem cobertura

Nesses casos, o pagamento depende da venda dos ativos da Will Financeira e segue a ordem legal de prioridade entre os credores. Isso significa que a recuperação pode ser apenas parcial e, em situações extremas, inexistente.

Especialistas alertam que processos de liquidação costumam ser longos e incertos, o que reforça a importância de diversificar aplicações e respeitar os limites de garantia do sistema financeiro.

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