A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a segunda fase da Operação Miopia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no armazenamento e compartilhamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil na internet.

Durante a ação, policiais federais da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBER) cumpriram um mandado de prisão preventiva e de busca pessoal no distrito de Santa Cecília, localizado na Zona Central de São Paulo. As medidas judiciais foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
O celular do investigado foi apreendido e será submetido à perícia criminal, com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos.
Investigado atuava em fóruns da DarkWeb
Segundo a Polícia Federal, o homem preso é investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil, com atuação em fóruns na DarkWeb e ramificações internacionais. As investigações também apontam que o suspeito é acusado de abusar fisicamente de crianças.
A PF informou que a primeira fase da Operação Miopia, deflagrada em outubro de 2025, resultou na prisão de um dos líderes da organização criminosa. Com o avanço das apurações, foi possível identificar outros abusadores em atuação no Brasil, o que motivou as diligências realizadas nesta nova etapa.
Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelos crimes de organização criminosa, compartilhamento e armazenamento de arquivos com cenas de violência sexual infantojuvenil, aliciamento de criança e estupro de vulnerável.
A Polícia Federal ressalta que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” para classificar esses crimes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a nomenclatura adotada internacionalmente prioriza expressões como abuso sexual ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por refletirem de forma mais adequada a gravidade das condutas investigadas.
A corporação também reforça a importância da prevenção, destacando a necessidade de orientação e acompanhamento de crianças e adolescentes, especialmente no ambiente virtual, como forma de reduzir riscos e facilitar a identificação precoce de situações de abuso.
